como sobreviver submerso.

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
O segundo melhor amigo do mundo
George Clooney ofereceu um milhão de dólares a cada amigo. Como o Santos Silva, utilizou malas com dinheiro mas - totó - pagou os impostos devidos. Entretanto, Vieira da Silva já declarou nem sequer saber onde fica Hollywood.


publicado por José António Abreu às 07:33
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016
A Sorbonne em Lisboa
José Sócrates é um dos convidados da universidade de Verão do PS Lisboa. Nada mais normal. Desde que não vá fazer algo relacionado com livros...

Aliás, peço desculpa, fui demasiado genérico. No caso de Sócrates, há muitas coisas relacionadas com livros que seriam aceitáveis. Apenas apresentar um, pouco edificante e escrito por um amigo, talvez não o fosse. A menos que o amigo fosse Carlos Santos Silva. Nesse caso, toda a gente entenderia.



publicado por José António Abreu às 12:56
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2015
Jornalismo (ou talvez: «jornalismo»)

Por esta razão não houve lugar a réplica ou contraditório, apesar de algumas das afirmações o exigirem. O texto final foi manuscrito por José Sócrates, datilografado fora da cadeia e regressou às suas mãos para sucessivas revisões. A versão definitiva acabou por chegar ontem, ao fim da manhã.

TSF, sobre a «entrevista» a José Sócrates realizada em conjunto com o DN. Duas questões: foi mesmo ele quem escreveu o texto? E quantos exemplares do jornal foram comprados pelos seus amigos e familiares?


publicado por José António Abreu às 10:14
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Quarta-feira, 25 de Março de 2015
Listas VIP dos tempos de Sócrates e Pinto Monteiro

«No tempo do Dr. Pinto Monteiro, quem tinha processos mediáticos, como regra, acabava com um processo disciplinar», afirma. «Com este tipo de atitude não havia grande incentivo para investigar pessoas poderosas.»

António Ventinhas, presidente do sindicato do Ministério Público. Noutros tempos - desculpem-me o trocadilho primário -, iam-lhe às ventinhas.


publicado por José António Abreu às 20:44
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Terça-feira, 17 de Março de 2015
Uma diferença

Há muitas, nem todas confinadas ao plano político. Várias são importantes. Uma é fundamental. José Sócrates conduziu o país exactamente para onde os seus críticos afirmavam que ia conduzir: o limiar da bancarrota. Por muitos erros que lhe possam - e devam - ser imputados, Passos Coelho desmentiu os críticos: não houve espiral recessiva, nem segundo resgate, nem saída do euro. Evidentemente, isto também diz algo sobre a qualidade dos críticos - e as lições que, por incapacidade, conveniência ou má vontade, não se aprendem.



publicado por José António Abreu às 09:11
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Segunda-feira, 16 de Março de 2015
Supremo mantém Sócrates em prisão preventiva

Enfim, não exactamente. «Prisão preventiva» apenas seria a expressão correcta se ela tivesse ocorrido em 2005. Ou, vá lá, em 2007.



publicado por José António Abreu às 16:54
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015
Meia dúzia de notas

1. Não abordei até agora o caso da falta de pagamento das contribuições devidas por Passos Coelho à Segurança Social entre 1999 e 2004 porque não vejo razões para defender quem não cumpre as suas obrigações nem para atacar quem, apesar de tudo, incorreu no que classifico como um delito menor, partilhado por muitos milhares de portugueses (desconhecendo a obrigação, eu próprio andei uns meses sem pagar as contribuições em 1993/94 e conheço várias pessoas que fizeram o mesmo, uma das quais durante dois anos - sem que nenhuma tenha sido alertada para a falha pelos serviços da Segurança Social).

 

2. Não, não é necessário ter um passado impoluto para, sendo governante, exigir um módico de cumprimento aos restantes cidadãos - até porque ninguém o tem. É necessário assumir os erros cometidos e mostrar que se aprendeu algo com eles. A reacção de Passos, atabalhoada, revela uma de duas coisas: ou está convencido de que reacções sinceras, não preparadas por spin doctors, o beneficiam (até por contraponto às contínuas encenações do primeiro-ministro que o antecedeu) ou necessita de despedir os spin doctors actuais e arranjar outros (melhores; muito, muito melhores). A reacção pública aconselha a segunda via.

 

3. Que muitas almas tenham visto na defesa de Passos Coelho uma alusão a Sócrates é normal. Que, por Sócrates estar preso, Passos estivesse impedido de afirmar nunca ter usado o cargo para benefício pessoal seria aberrante. Passos terá culpas pela situação em que se encontra mas não pelo facto do Ministério Público estar precisamente a acusar Sócrates de usar o cargo para, beneficiando empresas, ganhar milhões.

 

4. A discussão tem pelo menos dois méritos que ultrapassam a simples questão dos actos passados de um cidadão que chegou a primeiro-ministro. Um deles é permitir um princípio de debate em torno da hemorragia legislativa nacional (que potencia falhas e litígios), bem como da relação dos serviços do Estado com os cidadãos (antes, errática e autoritária; hoje, assertiva e autoritária). Que o governo apenas tenha executado mudanças superficiais nestas áreas (redução dos escalões do IRS, reforma do IRC, corte de subsídios) deveria dar azo a crítica. É, porém, necessário reconhecer que nem o aperto orçamental dos últimos anos nem a circunstância de, durante eles, ter ficado provado ser apenas constitucional aumentar taxas e impostos propicia abertura para tentar uma relação mais adulta com os cidadãos.

 

5. O outro mérito é invalidar o argumento de que há uma relação directa entre os descontos que se fazem e a pensão que se recebe, expresso frequentemente na ideia de que «a minha pensão não pode ser cortada porque o dinheiro é meu». Se assim fosse, ninguém para além do próprio seria penalizado pela falha de Passos Coelho e ela seria vista como pouco grave. Fica pois assumido que a lógica da Segurança Social não é particularmente diferente da que rege o sistema fiscal: as pessoas são forçadas a contribuir por razões comunitárias e até distributivas (se não entre escalões sociais, pelo menos entre as gerações no activo - sem garantias quanto aos valores que receberão - e as não activas - que beneficiam mais do esforço das activas do que da contribuição efectivamente realizada). É uma noção importante, a manter presente quando se voltar a discutir a reforma do sistema - e o Tribunal Constitucional tiver de se pronunciar sobre o assunto.

 

6. Finalmente, desejo exprimir solidariedade para com o PS. Não deve ser fácil ter o líder na prisão.



publicado por José António Abreu às 16:50
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Sábado, 31 de Janeiro de 2015
Provavelmente estão a acertar as contrapartidas

José Sócrates já declarou apoio à candidatura de Luís Figo à presidência da FIFA?



publicado por José António Abreu às 09:31
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014
Raios de luz
A prisão de José Sócrates, do amigo e do motorista está felizmente a destruir várias ideias-feitas. Por exemplo: que um político de topo nunca seria preso; que valores como a amizade estão hoje mais fracos do que no passado; que empregadores e funcionários já não se protegem mutuamente; que a única opção para uma pessoa com rendimentos moderados usufruir de motorista é apanhar um táxi; que enviar dinheiro entre países é uma operação impessoal, implicando não mais do que um par de minutos diante de um computador; que residir no interior significa estar-se mais longe dos acontecimentos importantes; que, no plano turístico, apenas algo de verdadeiramente espectacular poderia fazer concorrência às ruínas de um templo romano ou a uma capela forrada a ossos; que um animal feroz definha em cativeiro; que já não se escrevem cartas (hoje saiu mais uma); que a televisão permite chegar a audiências muito superiores à palavra escrita. Honestamente: obrigado, pá.


publicado por José António Abreu às 10:10
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014
Supremo Tribunal de Justiça mantém Sócrates em prisão preventiva

Decididamente, já não há Noronha. Perdão, já não há vergonha.



publicado por José António Abreu às 18:32
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014
Pequeno espinho

Ainda assim, não sei se gosto da ideia de estar a contribuir para pagar o alojamento do homem. Mas suponho que já o fiz durante anos.



publicado por José António Abreu às 16:02
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Acima de tudo, das distorções da justiça, das aberrações da comunicação social, a situação é inqualificável porque Sócrates é inocente

Desculpem, queria ver como me sentia sendo a única pessoa a afirmá-lo mas, péssimo actor que sou, em especial quando não acredito no texto, desatei a rir antes do final.



publicado por José António Abreu às 09:06
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
Calma, não nos precipitemos, indícios são apenas indícios e a nossa visão é parcial

Um cientista, especialista em lógica, vai passear no campo com a mulher. A certa altura ela diz:

«Olha aquelas ovelhas. Foram tosquiadas.»

«Sim», replica ele. «Deste lado.»



publicado por José António Abreu às 16:12
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Terrenos legítimos

É verdade que a detenção de José Sócrates causa problemas a António Costa, um homem que o acompanhou desde o início e que nunca se demarcou das suas políticas. Mas abre também caminho para que qualquer menção ao seu legado político seja enfrentado com acusações escandalizadas de mistura entre os planos político e judicial. Que fique então claro: seja Sócrates formalmente acusado ou não, a sua acção política - e o papel de Costa nela - será sempre terreno legítimo de combate político. Mais ainda: será sempre legítimo discutir se um Estado metido em tudo o que mexe, como o que - dos Magalhães e da PT à construção civil - ele implementou e Costa parece defender, gera ou não riscos acrescidos de corrupção.



publicado por José António Abreu às 11:05
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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
O regresso
Mark my words: este homem íntegro, determinado, bondoso, modesto, inteligente (livra, quase escrevi esperto), cem por cento democrata, que sempre privilegiou o crescimento económico, ainda há-de chegar a presidente de um país que é muito capaz de merecer tudo o que lhe acontece.


publicado por José António Abreu às 08:41
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