como sobreviver submerso.

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Coelho saltitante

Ontem, na entrevista ao programa Negócios da Semana, da SIC Notícias, Pedro Passos Coelho defendeu que o Estado tem de reduzir os gastos (não disse como) e que os funcionários públicos têm de ser aumentados em 2010 porque não têm culpa de que o Estado não tenha ainda reduzido os gastos. Sou só eu a ver aqui uma – como direi?  contradição? Passos Coelho afirmou ainda que o sector privado é livre de fazer o que entender. Claro que sim. Exige-se-lhe apenas (mas Passos Coelho não o disse nem o pensa porque tem uma visão liberal da economia) que continue a pagar a conta.



publicado por José António Abreu às 12:59
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Gato Fedorento, Sócrates e Ferreira Leite: preliminares e pequenos orgasmos

As mini-entrevistas do Gato Fedorente a José Sócrates e Manuela Ferreira Leite foram tão ou mais reveladoras que os debates das últimas semanas. Comecemos por Ferreira Leite. Para surpresa de muitos, ela mostrou ter sentido de humor. Mostrou também que, independentemente do ambiente e do género de questões que lhe são colocadas, age sempre de forma espontânea. Mais importante, percebeu que a forma correcta de encarar o programa não era tentar usá-lo para fazer pequenos discursos eleitoralistas sempre que as perguntas de Ricardo Araújo Pereira lho permitissem. Respondeu a RAP no mesmo tom de ironia que este usava nas perguntas, sem pretender ser pedagógica e quase parecendo não estar preocupada com as consequências eleitorais das respostas. A conversa de Ferreira Leite com RAP aproximou-se daquelas conversas plenas de provocações e duplos sentidos que, no fundo, são jogos de sedução mesmo quando não acabam na cama (há até alturas em que, existindo a possibilidade de isso suceder, se prefere adiar o momento, mesmo arriscando a sua concretização, para continuar a degustar a conversa). E tanto assim foi que ela não se coibiu de reflectir perguntas para RAP, invertendo-lhes a lógica, num puro jogo de – perdoem-me a repetição do termo – provocação. Já Sócrates não está para preliminares. A conversa é um meio, não um fim. Sócrates deseja passar à acção. As entrevistas – os preliminares – são uma chatice tão grande quanto a burocracia europeia ou a resistência dos irlandeses à perfeição do tratado de Lisboa. Na entrevista com RAP usou a táctica do costume: pensou longa e clinicamente na abordagem a usar, aplicou-a numa prestação digna de um razoável actor de épicos teatrais ou de um engatatão de meia tigela (usando frases como “deixe-me dizer-lhe que você está elegantíssimo”, “prometi aos meus filhos que ia ser bonzinho” ou “os meus filhos bem me avisaram”, o que prova que lê – ou talvez Silva Pereira o faça por ele – aquelas revistas onde se informa que homens disponíveis com filhos ou animais são especialmente atraentes), e, sem disposição para conversar pelo puro prazer de conversar, passou tão depressa quanto conseguiu ao que realmente lhe interessava: fazer mini-discursos 'comicieiros' (os seus pequenos orgasmos). Perguntou com frequência “Esta não foi má, pois não?” ou algo do género, revelando o macho demasiado autoconsciente que já sabíamos que vive dentro dele. Não me surpreenderia que Sócrates tivesse saído do programa a pensar, qual Zezé Camarinha nos seus tempos áureos, que não há quem lhe consiga resistir, totalmente alheado do facto de que, na realidade, muita gente o acha insuportável e pouca gente sente verdadeira atracção por ele. Já Manuela Ferreira Leite, sem a mesma prosápia, acabou por mostrar-se uma senhora com quem a gente não se importaria de conversar durante umas horas, trocando piadas sobre os penteados do Pacheco Pereira, as palavrinhas amorosas entre Aníbal e Maria Cavaco Silva, ou as mil e uma declarações aparentemente inócuas capazes de ultrajar a esquerda.



publicado por José António Abreu às 21:18
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Sábado, 15 de Agosto de 2009
Os despenteados

Já que no post anterior mencionei os The Kills não resisto a colocar aqui uma entrevista com o parzinho, feita na cama de um quarto para fumadores, com imagens acessórias em que eles surgem cheios de estilo (ou, pelo menos, de um estilo e dizem-me que o que verdadeiramente importa é ter um estilo). O casaco da Alison não é de cabedal mas, em contrapartida, ela tem umas fantásticas botas no que parece mesmo pele de cobra ou de crocodilo (falsa, espera-se). Já os óculos escuros continuam indispensáveis e o cabelo permanece artisticamente despenteado. As meninas podem aproveitar para ponderar os gostos da Kate Moss. Afinal, o cabelo de Jamie não é menos revolto.

 

 



publicado por José António Abreu às 12:40
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Sábado, 11 de Julho de 2009
O navio

Pode ser uma injustiça colocar as coisas nos termos em que o vou fazer no final deste post. António Costa sempre me pareceu um homem razoavelmente ponderado, longe do estilo histérico-acéfalo de outros socialistas durante estes quatro anos e meio de poder absoluto do PS. Ainda assim, as críticas recentes ao governo, reiteradas (por palavras e silêncios) na entrevista de hoje ao jornal i, surgem como tardias e oportunísticas. Enquanto Sócrates pareceu imbatível, tudo era perfeito ou, pelo menos, todas as queixas eram caladas. Só me ocorre dizer que  o navio socialista dá sinais de meter água e que os primeiros tripulantes começam a tentar abandoná-lo.



publicado por José António Abreu às 12:55
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Insegurança e injustiça

O Procurador da República alerta para a redução de liberdades individuais em nome da segurança. O aviso poderá ser visto como algo exagerado, uma vez que, de acordo com um estudo da Privacy International, uma entidade independente, Portugal tem um nível de protecção da privacidade "enfraquecido" mas mantém salvaguardas razoáveis, uma situação que, não sendo brilhante, é melhor que a de muitos outros países da UE (e em especial do Reino Unido, classificado ao nível de países como os Estados Unidos, a Rússia e a China). É curioso notar como, na Europa, muitos países que passaram recentemente por sistemas ditatoriais tendem (por enquanto) a apresentar um melhor nível de salvaguardas. (Há excepções notórias, como a Espanha).

 

Mas, apesar do ranking (referente a 2007) ainda não nos posicionar muito mal, o aviso de Pinto Monteiro tem razão de ser por (como diria o Eng. Ângelo Correia) três ordens de razão: a tendência é também por cá para o Estado aumentar as formas de intrusão na esfera privada dos cidadãos; as salvaguardas existem na lei mas, porque o nosso sistema judicial é mau, nem sempre na prática; e é antes da situação atingir níveis verdadeiramente preocupantes que os principais intervenientes no sistema devem falar.

 

Pinto Monteiro centra a questão na segurança. Como penso já ter deixado pelo menos implícito aqui e aqui, julgo que a tendência para a imposição (por parte dos governos) e aceitação (por parte do público) destas medidas vai para além das questões da segurança. Estas são sem dúvida importantes e a maior parte das pessoas, vendo notícias consecutivas sobre assaltos violentos ou baleamento de polícias (o terrorismo perdeu parte da carga ameaçadora que, pelo menos em alguns países, chegou a ter), tende a aceitar o aumento de medidas de segurança 'intrusivas', convencidas de que nunca serão afectadas por elas. Mas penso que a questão vai mais longe. Para além da sensação de insegurança, uma outra, de injustiça, tem vindo a impregnar a sociedade portuguesa (e admito que outras). A injustiça (parte real, parte percepção) de sentir que se é cada vez mais pressionado enquanto outros passam incólumes por todas as dificuldades. Afinal, o emprego só parece estar em risco para alguns. As reformas de certas pessoas permanecem obscenamente elevadas enquanto as da maioria caem. Os lucros de algumas empresas continuam astronómicos e os seus gestores e accionistas ganham milhões de euros por ano enquanto a maioria tem problemas para pagar o empréstimo da casa. Uma imensidão de pessoas recebe subsídios para nada fazer enquanto os restantes têm que trabalhar. Esta percepção (que, sendo justa, injusta ou apenas simplista, existe) cria um desejo de vingança sobre os que são vistos como privilegiados (não apenas os ricos mas todos os que parecem não fazer o suficiente para justificar aquilo que têm). Na opção de mentalidade expressa pela velha história dos dois jardineiros que vêem passar o patrão num Roll-Royce, dizendo um para si mesmo que ainda um dia há-de acabar com aqueles privilégios e o outro que ainda um dia há-de ter um carro como aquele, estamos claramente ao lado do primeiro porque já desistimos de ter esperanças que o nosso mérito (que nos parece inegável) seja convenientemente recompensado. Vigie-se e fiscalize-se toda a gente, pois então. No que nos diz respeito, é irrelevante: afinal, já somos controlados ao chegar e ao sair do emprego, já temos o acesso à internet monitorizado (ou bloqueado) pela empresa em que trabalhamos, já estamos sob vigilância nos shoppings, já nos sentimos sob vigilância nas estradas. Mais: já estamos, indefesos, expostos a todos os abusos das autoridades. E, no fim de contas, nada fizemos de mal. Se a redução das liberdades individuais levar a que possam ser apanhados os verdadeiros criminosos, óptimo. Claro que depois de os apanhar torna-se necessário puni-los. E aqui nasce a segunda parte do problema: o Estado, através do sistema judicial, não consegue fazê-lo.  Diz-nos então que precisa de mais meios de vigilância para arranjar melhores provas e nós, cada vez mais desesperados e mesmo acreditando cada vez menos na possibilidade das coisas mudarem, aceitamos.

 

A solução? Uma economia a crescer para reduzir as tensões sociais. Políticas sociais cirúrgicas e justas. Um sistema judicial a funcionar. Toda a gente conhece a solução. A questão é como lá chegar.



publicado por José António Abreu às 12:47
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Grupo do Gambrinus?

Maria Filomena Mónica deu uma entrevista ao jornal i. Fala de Eça, ataca os catedráticos Queirosianos, refere problemas com a família, faz autocrítica, diz que está cansada de ter raiva, menciona "essas coisas da carne", chama “rapaz da província” a Sócrates. Concorde-se ou não com as suas opiniões, Filomena Mónica é das poucas personalidades portuguesas com verdadeira coragem para dizer o que pensa. Acerca do país, dos portugueses, dela própria. Haverá mais meia dúzia, e talvez seja significativo que nelas se incluam dois dos homens fundamentais na vida de Filomena Mónica: Vasco Pulido Valente e António Barreto. Tão inteligentes e desassombrados quanto ela (leia-se a entrevista de Pulido Valente na revista Ler deste mês para comprovar). Lembram-me, totalmente a despropósito (ou com o simples a-propósito de marcarem uma época e de representarem uma Lisboa cosmopolita e não acomodada – e sim, eu sei que Barreto nasceu no Porto), entidades como o Bloomsbury Group. No futuro, talvez fosse de lhes arranjar uma designação: o “grupo do Gambrinus” podia servir mas não estou certo de que todos o frequentem.



publicado por José António Abreu às 08:40
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Domingo, 28 de Junho de 2009
Duas explicações extra

Na revista Notícias Sábado de ontem (transcrição online aqui), Sofia Carvalho, directora do canal televisivo SIC Mulher, revelou que 40% da audiência do canal é composta por homens. Avança como explicações a curiosidade destes pelo universo feminino e a fidelidade que criaram com certos programas. Talvez. Se estudos de mercado o dizem, deve ser verdade (como sabemos, as sondagens raramente dão resultados errados). No que me diz respeito, é precisamente por isso que o vejo. Ainda assim, num espírito de cooperação e altruísmo, gostaria de lhe deixar mais duas hipóteses:

 

 

Autores das fotografias: Sofia Carvalho - Patrícia de Melo Moreira; Adelaide de Sousa - desconhecido.



publicado por José António Abreu às 15:03
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Depois do Sócrates manso, uma Manuela Ferreira Leite solta e irónica

«Eu vi e revi para ver se em algum momento ele tinha sussurrado - porque ele falou em tom muito baixo...»

 

Algumas pessoas foram-no dizendo mas ninguém acreditava. Mesmo agora, muitos continuarão certamente a negar que seja possível. A verdade é que quando as coisas começam a correr bem as pessoas soltam-se. Eu já a imaginava mandando piadas subtis ao Pacheco Pereira (na minha cabeça, ele ria-se quando o alvo eram o Primeiro-Ministro ou Luís Filipe Menezes mas remexia-se na cadeira com um trejeito facial dúbio por baixo da barba quando ela procurava saber se ele costuma ir tomar banho à noite na fonte luminosa ou no monumento ao 25 de Abril) mas agora é oficial: Manuela Ferreira Leite tem sentido de humor e já se sente à vontade para o utilizar. Claro que a actuação de Sócrates na semana passada ajudou: até o sisudo mais empedernido tem vontade de sorrir e mandar piadas ao lembrar-se dela.

 

De resto a entrevista correu-lhe bem. Mesmo sem apresentar grandes propostas conseguiu justificar as críticas que faz. Esteve solta e credível. E com o ataque à compra dos 30% da Media Capital por parte da PT (totalmente justificado - quando é que os negócios em Portugal passam a poder ser analisados apenas pelo seu mérito económico-financeiro?) ganhou um aliado inesperado: Ricardo Costa ficou tão agradecido pela chance de ajudar a desmascarar o arranjinho que, em certos momentos do debate pós-entrevista na SIC Notícias, pareceu disputar com Graça Franco o lugar de comentador mais pró-PSD. Bom, considerando que os outros eram Luís Delgado e Mário Bettencourt Resendes, também não era difícil.



publicado por José António Abreu às 22:39
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Domingo, 21 de Junho de 2009
Pacheco Pereira na Fonte di Trevi

Luís Filipe Menezes deu esta entrevista ao i, onde compara Pacheco Pereira à loira de La Dolce Vita, de Fellini, na famosa cena da Fontana di Trevi. A comparação prova quão obcecado por JPP é Menezes: já vi a cena uma data de vezes e não há maneira de conseguir olhar para Anita Ekberg e pensar em Pacheco Pereira.

 

 

P. S.: Pacheco Pereira reagiu mal ao título de primeira página do i. Tsk, tsk...



publicado por José António Abreu às 18:35
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Soares dos Santos no "i".

A entrevista do líder do grupo Jerónimo Martins ao jornal “i” de hoje é notável. Em registo calmo, ligeiramente melancólico, Soares dos Santos não cala críticas. Ao governo, aos partidos, aos empresários. Explica por que não é possível investir mais em Portugal. Explica por que não está interessado em Angola. Explica uma data de coisas. É uma pena ninguém estar interessado em compreendê-las.



publicado por José António Abreu às 09:27
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Com tantas coisas importantes, vou reparar nisto.

Na revista Tabu, do jornal Sol, vem uma entrevista a António Cluny, o presidente do sindicato dos magistrados do ministério público. Ele diz uma data de coisas que mereciam comentário (acha mesmo que o PS tinha vontade de se vingar por causa do caso Casa Pia? Peeeeliiiize! Eles lá são rapazes e raparigas para guardar rancores!) mas aquilo em que eu reparo é que ele tem na estante, entalado entre o “Na Patagónia”, de Bruce Chatwin, e o “Manhattan Transfer”, de John dos Passos (seguido depois por “Berlim Alexanderplatz”, de Alfred Döblin, e “Margarita e o Mestre”, de Mikhail Bulgakov, estes mais o “Manhattan Transfer” na velha mas bela edição do Círculo de Leitores), a fantástica obra-prima de Ken Follett, “Triple”. Bom, talvez não A obra-prima, porque, convenhamos, nunca seria fácil para Follett atingir outra vez o nível de “O Estilete Assassino” (“Eye of the Needle” no original) que, para mais, é um dos raros casos em que a adaptação cinematográfica não ficou aquém do livro: recordo com muito carinho as belas interpretações de Donald Sutherland e, mais ainda, de Kate Nelligan, uma daquelas senhoras que, mesmo caladas, vestidas com um saco de batatas gigante, e de capuz, continuam a exsudar sexo. Bom, no caso da Kate, suponho que hoje em dia já não. Mas não punha as mãos no fogo.

 

(Outras, todas britânicas, mais ou menos da mesma época: Susannah York, Sarah Miles, Jenny Agutter... Lembram-se do episódio da série Coupling em que todos os gajos se recordam com emoção da Jenny? Pois...)

 

De qualquer das formas, obrigado ao Dr. Cluny por me permitir evocar tantas coisas interessantes ainda antes de ler a entrevista na totalidade.

 

Só mais uma nota: na foto da capa da revista, vê-se também cerca de uma dezena de livros de Andrea Camilleri, vários se não todos da série do inspector Montalbano. É bom que os magistrados leiam literatura policial. É pena que, por cá e na vida real, raramente apanhem os criminosos. Pelo menos os importantes.



publicado por José António Abreu às 17:24
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