como sobreviver submerso.

Segunda-feira, 7 de Março de 2016
Emudecendo consoantes
Aprecio Francisco José Viegas. Não apenas os três livros dele que li ou os textos de blogue; também a postura, firme mas serena, de quem ainda sabe degustar as coisas que lhe agradam (imensa gente parece hoje mergulhada num frenesim de prazeres efémeros). Abomino nele a defesa de primeira hora do Acordo Ortográfico. O mesmo Acordo (o exacto Acordo) que o leva a tão depressa clamar contra o «apedrejamento» da Língua Portuguesa como - num texto em tudo o resto sublime - escrever «inteletual».


publicado por José António Abreu às 11:24
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015
Resistindo ao desejo de gastar seis euros
Em pé junto ao expositor da Fnac, leio do princípio ao fim a excelente entrevista de Francisco José Viegas a Pedro Mexia incluída no último número da revista Ler. Noto que a revista traz uma segunda entrevista, ao israelita David Grossman, bem como artigos sobre Camilo Castelo Branco (falecido há 125 anos, merecia muito mais atenção do que aquela que recebe), Susan Sontag (alguém que me irrita e fascina em igual medida) e literatura síria (que desconheço em absoluto). Sinto uma enorme vontade de a comprar. Não o faço. Mas ainda reparo que a tiragem já desceu até aos 7 mil exemplares.


publicado por José António Abreu às 21:05
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015
O intruso

Não sei quantos anos após a praga começar a alastrar, possuo finalmente um livro editado segundo o Acordo Ortográfico. Ofereceram-mo e não tive coragem para o recusar nem, depois, para o deitar fora. Coloquei-o num cantinho da estante, junto a outros. Inicialmente senti receio de que eles o ostracizassem mas agora estou convencido de que nada acontecerá: os livros são tolerantes (mesmo aqueles cujo conteúdo não o é). Procurei agir com normalidade (até o folheei durante uns instantes) mas desconfio que ele percebeu que nunca o lerei.



publicado por José António Abreu às 20:59
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
Como desperdiçar clientes em tempo de crise (2)
Um estudo da GfK indica que em 2012 se vendeu menos um milhão de livros em Portugal do que no ano anterior. Dificilmente alguém ficará surpreendido. Embora a crise force muita gente a permanecer mais tempo em casa, os livros estão caros, têm forte concorrência (telemóvel, cinema, TV por cabo, internet) e, não obstante as ilusões de quem gosta deles, dificilmente podem ser considerados bens de primeira necessidade. No que me diz respeito, tenho a sorte de ainda não ter sido forçado a comprar menos. Nem por isso editoras, gráficas e livrarias portuguesas mantiveram o nível de rendimentos que tradicionalmente obtinham comigo. Uma contagem rápida e aproximada (não anoto datas de compra) permitiu-me determinar que, desde o início de 2011, adquiri cerca de cento e setenta (há ainda os do kindle mas estes foram quase todos gratuitos ou a menos de cinco dólares). Dos cento e setenta, as editoras e livrarias portugueses venderam-me pouco mais de quarenta, metade dos quais em saldo. Numa inversão de hábitos (até 2011 fizera questão de privilegiar as edições nacionais), comprei os restantes em edição estrangeira, através da internet (quase todos na Amazon britânica). Porquê? Obviamente, por causa do acordo ortográfico. Não comprei nem – já o afirmei várias vezes – faço tenções de comprar nos próximos anos um único livro cuja edição lhe siga as regras. Who cares?, perguntarão alguns. (Peço desculpa pelo uso do inglês mas os hábitos vão-se instalando.) Pois, talvez seja irrelevante. Sou apenas um cliente. Perder um cliente e uma centena de vendas em dois anos e meio é capaz de não ser grave, mesmo em tempos de crise. A não ser que a crise não explique uma parte relevante do tal milhão de exemplares vendidos a menos. Se existirem mais novecentas e noventa e nove pessoas como eu, a crise não pode ser responsabilizada por várias dezenas de milhares dessas vendas perdidas. E bastará que, em resultado do acordo, vinte mil pessoas tenham comprado menos dez livros cada uma em 2012 para que a crise apenas represente uma quebra de oitocentos mil exemplares. Quem pode ter a certeza? Não eu – mas continua a parecer-me má ideia alienar clientes em época de crise económica.
 
Enfim, signifique a implementação do acordo uma quebra de quarenta ou cinquenta exemplares por ano (os que eu compro a menos) ou de várias centenas de milhares, uma coisa posso acrescentar – e muitos não gostarão das linhas que se seguem mas a intensidade da minha opinião é clara desde há bastante tempo: notícias sobre editoras em dificuldades apenas me causarão pesar se as atingidas estiverem entre as poucas que continuam a resistir; notícias sobre livrarias forçadas ao encerramento levar-me-ão (ou levam-me, porque já são uma realidade) a encolher os ombros. A forma como quase todo o mundo editorial português foi cúmplice desta reforma de mangas-de-alpaca, renegada ou adiada em todos os países de língua portuguesa excepto aquele onde ela nasceu, torna certas consequências merecidas. Ou, no mínimo, a encarar com a falta de boa vontade inevitável nos escorraçados.
 

Demasiado duro? Está bem, acabo com uma nota positiva: para além de ser bastante melhor ler as obras no original (e uma tradução para inglês não é necessariamente pior do que uma tradução para português), a implementação do acordo permitiu-me melhorar a leitura do francês e descobrir que consigo ler espanhol. Pelo que se calhar até devia estar agradecido a quem mo impôs. Obrigadinho. Ou melhor: thanks; merci; gracias.

 

Adenda

Obviamente, irei comprar este livro – e ainda hoje. Parabéns, Pedro.

Como desperdiçar clientes em tempo de crise (1).


publicado por José António Abreu às 13:40
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
Como desperdiçar clientes em tempos de crise

Folheio a Ler numa tabacaria. Há mais de ano e meio que não a compro. Passo os olhos por dois artigos, um sobre Joyce Carol Oates, o outro, de Rogério Casanova, sobre O Bom Soldado Svejk. Em condições normais, qualquer deles seria suficiente para eu gastar cinco euros. Reparo no editorial. João Pombeiro despede-se. Escreve: Por decisão da administração do Grupo Bertrand Círculo (do qual faz parte a Fundação Círculo de Leitores), decisão que respeito integralmente, deixo hoje a direção da LER. Vou às últimas páginas verificar a tiragem da revista. 10000 exemplares. Há um ano e meio era de 12000. Resultado da crise? É possível. Tenho pena? Não. Certas dificuldades são merecidas. Como noutros casos (imprensa escrita, maioria das editoras de livros), a adopção do Acordo Ortográfico terá originado poucos ou nenhuns efeitos positivos (quem é que passou a comprar a Ler porque nela se aboliram as consoantes mudas?) mas vários efeitos negativos. Um (posso garanti-lo), cem, talvez dois mil efeitos negativos. Em época de crise, provocar clientes é capaz de não ser grande ideia. Fica, a partir deste meu cantinho de irrelevância, uma mensagem para o futuro diretor da Ler ou para a «administração do Grupo Bertrand Círculo»: revertam a decisão e a revista ganhará de imediato mais um leitor. Talvez cem, quiçá dois mil.



publicado por José António Abreu às 19:01
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012
Dos belos efeitos do Acordo Ortográfico (ou o que sucede quando se abre a caixa de Pandora)

Há portugueses a fornecer «contatos».



publicado por José António Abreu às 17:05
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Agradecimento
Com a praga do desAcordo Ortográfico a disseminar-se rapidamente, as livrarias tornaram-se espaços onde as editoras nacionais me recomendam livros a comprar na Amazon. Assim sendo, gostaria de agradecer à Eucleia a sugestão de Quanto Mais Depressa Ando Mais Pequena Sou, de Kjersti Skomsvold (aprecio tanto a literatura nórdica), à Quetzal a de Tudo Arrasado, Tudo Queimado, de Wells Tower (diga a Academia Nobel o que disser, a literatura norte-americana permanece muito interessante), à Bertrand a de Ferrugem Americana, de Philipp Meyer (reler o parêntesis anterior), à Porto Editora a de O Centenário que Fugiu pela Janela e Desapareceu, de Jonas Jonasson (reler o primeiro parêntesis) e à Ahab (de tal modo a minha editora favorita que comprei todos os livros que lançou até há duas semanas) por A Ilha de Caribou, de David Vann (autor de A Ilha de Sukkwan, talvez o livro que mais gostei de ler em 2011 e prova de que a literatura norte-americana, diga a Academia Nobel o que disser, permanece indubitável, insofismável e inelutavelmente muitíssimo interessante). Bem hajam e continuem o bom trabalho.

 

Adenda: como ainda surgem excepções, à Guerra e Paz, por Nos Sonhos Começam as Responsabilidades, de Delmore Schwartz (nem a Academia Nobel contesta que a literatura norte-americana de meados do século passado era fantasticamente interessante), à Tinta da China, por Viagem a Tralalá, de Wladimir Kaminer (levem carro se precisarem de andar à boleia na Dinamarca), e à Teodolito, por Ar de Dylan, de Enrique Vila-Matas (é preciso dizer alguma coisa sobre Vila-Matas?), não posso agradecer. Num débil gesto de compensação, comprei-lhes os livros.



publicado por José António Abreu às 13:39
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Campanha nas paredes do Porto (e juro que não fui eu que pintei)



publicado por José António Abreu às 19:03
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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Pelo inglês como língua oficial de Portugal
Hilariante e certeiro. Aqui.


publicado por José António Abreu às 17:24
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Achincalhamento

Numa discussão no Delito de Opinião acerca do Acordo Ortográfico, José Navarro de Andrade classificou o assunto como "de somenos" quando comparado com "a indiferente sonolência perante o achincalhamento diário da gramática". Se o assunto é ou não de somenos, cada qual decidirá. Mas há um ponto que me parece óbvio: o Acordo ajudará a aprofundar o achincalhamento. Porquê? Simples. De forma geral, concorde-se ou não com as suas ideias e prioridades, os opositores ao Acordo preocupam-se com a língua portuguesa. Obrigá-los a usá-la numa forma que os agride é convidá-los a desinteressarem-se de tudo o resto.



publicado por José António Abreu às 14:03
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Domingo, 25 de Setembro de 2011
Valorização de stocks

Começa a ser difícil encontrar livros publicados recentemente em que não tenha sido usada a grafia do novo (enfim, novo...) acordo ortográfico. Custa-me particularmente que algumas das minhas editoras favoritas o tenham por fim adoptado. Apesar de saber que o fizeram, verifico os livros que publicam como se fosse crível terem entretanto mudado de ideias. Por vezes folheio o mesmo livro em diferentes livrarias, na esperança irracional de me ter enganado antes ou de alguns exemplares – e bastar-me-ia um – terem conseguido escapar às novas regras (mas os livros são afinal muito conformistas). Ou talvez o faça não por ter esperança mas exactamente pelo contrário – para vencer a descrença e confirmar a separação, esta nova e surpreendente incompatibilidade que se estabeleceu entre mim e os livros. Seja qual for a verdade, mais importante é convencer-me de que não vale a pena cair em grandes lamentos: afinal, tenho stock suficiente para uns anos, um Kindle e a Amazon já nem cobra portes de envio.



publicado por José António Abreu às 18:55
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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
Grão a grão...

No último editorial que escreveu enquanto director da Ler, Francisco José Viegas anuncia para Setembro a implementação do acordo ortográfico na revista. É pena. Mas estamos em crise. E se, por falta de opção, pode vir a existir um momento em que eu comece a comprar livros, jornais e revistas escritos segundo o acordo, esse momento não será em Setembro de 2011. Para mim e por enquanto, a decisão da Ler representa uma poupança de cinco euros por mês.



publicado por José António Abreu às 20:37
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Domingo, 13 de Março de 2011
«Charmosa professora» com «vida cristiã ejemplar»
Chama-se Quando a Noite Cai e foi lançado por uma editora sediada em Pontevedra, com sucursal em Vila Nova de Cerveira. Está na Fnac, na secção de drama, e presumo que em muitas outras lojas. Eu desconhecia-o. Os utilizadores do IMDb que se dão ao trabalho de classificar os filmes que vêem gostaram dele, o Roger Ebert não. A capa do DVD tenta fazê-lo passar por um filme erótico mas essa é uma estratégia habitual (Ebert classifica as cenas de sexo como «sweet» mas não demasiado ousadas). Seja como for, tudo isso é secundário perante este texto. Acordo ortográfico? Qualquer dia não existirá é português.


publicado por José António Abreu às 00:07
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Pedido às editoras nacionais

Adoptem lá o malfadado acordo ortográfico. Preciso de parar de comprar livros. Possuo demasiados e o Kindle tem estado tão inactivo...

 

(Com a Blitz, resultou. E já mal sinto vontade de pegar nela quando passo por um quiosque.)



publicado por José António Abreu às 21:57
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
Facilidade e evolução
 
 
Tentando recolher algumas assinaturas para a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico (já participaram?), fui confrontado com dois argumentos a favor do acordo: facilita a vida, ao permitir escrever tal como se diz, e faz evoluir a língua. Ainda comecei a tentar explicar os argumentos contra o acordo (que não traz verdadeira uniformização e que até gera novas diferenças; que não tem uma lógica global porque em muitas palavras permanecem letras que se escrevem mas não se lêem, como o ‘h’ de ‘humanidade’ e o ‘u’ de ‘quero’; que não resolve questões de diferenças lexicais, como ‘autocarro’, ‘ônibus’ e ‘machimbombo’; que não foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa e portanto não é realmente abrangente) mas depressa desisti, percebendo a inutilidade do esforço. Lutar contra dois argumentos que definem tão bem a época em que vivemos é uma batalha inglória. A facilidade, por um lado. Tudo aquilo que pareça mais fácil, que pareça exigir menor esforço, é bem-vindo. E pouco interessa que, na verdade, até possa não o ser – analisar a questão dá trabalho e por conseguinte não se faz. Por outro lado, a evolução. É um dos termos-chave da actualidade. Basta anexá-lo a qualquer mudança para que ela se torne automaticamente positiva. A evolução é boa. Gostamos da evolução. Desejamos a evolução. Excepto, claro, se exigir esforço ou comportar riscos. Nestes casos, preferimos – e defendemos – o statu quo. Nunca procuramos saber se a «evolução» gera pelo menos tantos problemas como os que cria porque, lá vamos nós outra vez, isso dá trabalho e nós defendemos a facilidade.

 

E assim limitamo-nos a ler os títulos dos jornais e os rodapés dos noticiários televisivos, a acreditar nos adjectivos com que somos bombardeados e a defender posições sobre as quais, verdadeiramente, nunca pensámos.

 

Adenda

Com a nossa apetência pela facilidade, encaramos frequentemente evolução e facilidade como sinónimos. Evoluir passaria então por tornar as coisas mais fáceis. É uma visão simplista. Considerem-se as seguintes posições: «Há os bons e os maus. Eu estou do lado dos bons.»; «Apesar de algumas notícias me fazerem por vezes duvidar, ninguém é apenas bom ou mau. Eu não o sou certamente.» Uma destas posições é mais simples, mais fácil de gerir. Mas não é certamente mais evoluída.



publicado por José António Abreu às 23:54
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Vai ser preciso mais
Deambulando por uma livraria à hora de almoço vi numa estante, lado a lado, duas lombadas com cores diferentes: uma escarlate, a outra azul. Em ambas, as palavras “Blonde” e “Joyce Carol Oates”. Pensei: olha, alguém decidiu reeditar o livro, dividindo-o em dois volumes. A ideia não me pareceu má. Por um lado, a edição da Notícias já tem uns anos; por outro, se ficam mais caras, obras volumosas lêem-se muito mais confortavelmente divididas em volumes (Montanha Mágica, estou a olhar para ti). Como nunca cheguei a comprar Blonde (uma ficção sobre os acontecimentos reais da vida de Marilyn Monroe), peguei no primeiro volume. Folheei-o. Li algumas frases avulsas. “Aprendizado difícil”? “Vestido em estilo coquetel”? “Suéteres justas e maiôs”? “Precisou comprar um carro de segunda mão para se locomover por LA”? Chequei a edição. Globo Livros. Av. Jaguaré, S. Paulo, Brasil. Recoloquei o livro na estante. Afastei-me. Vai ser preciso mais do que um acordo ortográfico.


publicado por José António Abreu às 16:52
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