Roubar costuma ser mau. Roubar justificando que, através do exagero de taxas e impostos, o Estado também rouba costuma ser especialmente mau para certas fatias ideológicas. Roubar a partir de uma posição de empresário capitalista, nem se fala. Mas todos estes pontos são esquecidos quando o roubo é feito pelo patrão de um restaurante da Mealhada e os alvos do roubo uns deputados do CDS. Então aplaude-se e diz-se que foi bem feito. Ainda veremos gente que parecia sensata minimizando a gravidade de homicídios, desde que tenham sido cometidos sobre a vítima «certa» e justificados com os cortes na Saúde.
(Os deputados do CDS até merecem que se lhes diga «bem feito». Mas não por isto. Antes porque quem aprecia leitão banal e, mesmo nos instantes de honestidade do patrão, demasiado caro merece tudo o que de mau lhe acontece.)
Como sabemos, as agências de rating são instituições execráveis. Quando não mentem por interesse, erram por incompetência (é capaz de haver aqui uma dicotomia com piada mas estou sem tempo para pensar no assunto). Nunca se deve confiar nelas. Bom, nunca excepto quando alertam para a fragilidade financeira de grupos que acabam de vencer processos de privatização. Nessa altura, os seus AA+ e BB- ficam mais sagrados que os dez mandamentos.
(Parece-me bem. Mas eu faço parte do clube – pequenino; reunimo-nos num T1 e há quem traga o cão – dos que sempre as acharam demasiado laxistas.)
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