Se a infância é a época em que a vida ainda não se conceptualiza e a hipótese de independência assusta, se a adolescência é a época em que se reivindica uma vida própria e se vai descobrindo quão insatisfatória ela afinal é, a idade adulta não passa da época em que debalde se tenta não pensar no assunto e se encaixa a insatisfação numa normalidade que pode chegar a parecer conforto. Presumo que a velhice seja a época em que a dependência volta a ser um factor inelutável, em que se aceita já não haver tempo para eliminar a insatisfação e em que o mistério se transfere definitivamente da vida para a morte. Com frequência, e talvez isso devesse alarmar-me mas acaba pacificando-me, sinto que, ao cumprir dois dos três critérios, já a atingi.
(É então que, numa espécie de recarga de baterias, revejo um filme do Lubitsch ou dos irmãos Marx.)
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