Ainda 2013 nuns quantos discos. 19: Night Time, My Time, de Sky Ferreira.
Na última década, alimentada por trintões e quarentões saudosistas, a música dos anos oitenta tornou-se uma praga. Agora, alimentada por miúdos que mal a conhecem, faz nascer uma catrefada de bandas para quem os sintetizadores são um universo de inovação. Hesitei entre incluir nesta série os escoceses Chvrches, as manas californianas Haim e a (parece que) luso-descendente e também californiana Sky Ferreira. Escolhi a última não por ser gira (as Haim e a vocalista dos Chvrches também são) nem por ter genes lusos (bom, talvez isso tenha pesado um pouco) mas por, sendo esta série de posts acerca de álbuns, as Haim me parecerem melhores ao vivo (ver actuação no link anterior) e Lauren Mayberry, dos Chvrches, ter uma voz que tão depressa me parece adorável como extremamente irritante. Ah, e ainda porque, escolhendo Sky Ferreira, posso apresentar-vos Toby. Surge no vídeo abaixo, realizado para o tema Red Lips, pertencente ao EP Ghost, de 2012. Num indício de que Sky ainda buscava (e provavelmente busca) um registo próprio, soa (sem grande surpresa, atendendo a que foi co-escrito por Shirley Manson, dos Garbage) mais a bandas de riot girls como as Hole ou as L7 do que a electropop. Começar a ver e desistir a meio será considerado batota e fará perder o acesso ao blogue.
(O estilo anos oitenta de Sky nota-se mais no primeiro single mas eu prefiro o tema do vídeo acima.)