Para que não restem dúvidas, estamparam o manifesto na capa do álbum e debitam-no no início deste vídeo. As Savages (três britânicas, uma francesa – a vocalista) recusam perder tempo com frivolidades. Acham que o mundo tem demasiado ruído. Que as pessoas andam distraídas e, com ajuda da tecnologia e das redes sociais, num frenesi de comunicação irrelevante. É também por isso que espalham cartazes pelas salas onde se apresentam ao vivo proibindo a utilização de telemóveis. Por desejarem que os espectadores estejam verdadeiramente ali, verdadeiramente naquele instante. Por isso e por não gostarem de actuar para uma plateia de aparelhos digitais. Evidentemente, com a pitada de ironia que se vai tornando inevitável, a posição delas (que parece genuína) gerou bastante discussão nas redes sociais, servindo como excelente instrumento de marketing (a internet é actualmente um dos expoentes da sociedade consumista: assimila e aproveita tudo, até mesmo as críticas). Quanto à música, trata-se de um post-punk à Joy Division ou Siouxsie and the Banshees, dificilmente original (o que é original, hoje em dia?) mas debitado com uma convicção digna de registo.
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