Pensem em alguém que normalmente use penteados e roupa extravagantes. O grau de surpresa que causa nos outros vai diminuindo com a passagem do tempo. A partir de certa altura, surpreenderia mesmo mais adoptando um estilo conservador. É sensivelmente isto que se passa com a carreira de Eleanor Friedberger. Os Fiery Furnaces, de que constituiu (ou constitui, visto não estarem oficialmente extintos) cinquenta por cento, faziam canções que pareciam colagens de ideias para três ou quatro canções diferentes, cada uma delas num estilo musical distinto. Personal Record (título nada inocente), o segundo álbum que lança a solo, apresenta 12 temas que parecem mesmo 12 temas, todos num estilo que poderá enquadrar-se no pop/rock clássico. Mais normal? Sem dúvida, apesar da voz de Eleanor manter o lado ligeiramente offbeat que me deixa sempre (e suponho que a qualquer outro fã dos Fiery Furnaces) à espera do momento em que o tema guinará bruscamente, entrando em contramão na auto-estrada.
(Quem preferir evitar a entrevista pode saltar para os 12'25" após os primeiros dois temas.)
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