como sobreviver submerso.
Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014
Ainda 2013 nuns quantos álbuns. 13: Almost Visible Orchestra, de noiserv.
 
Faz-me confusão que a revista Blitz tenha elegido Almost Visible Orchestra, de noiserv, como o segundo melhor álbum nacional de 2013. Não por razões musicais (o segundo lugar serve, como serviriam o primeiro, o terceiro ou o sétimo) mas porque a Almost Visible Orchestra faltam seis segundos para atingir os trinta minutos de duração. Serão vinte e nove minutos e cinquenta e quatro segundos de música suficientes para constituir um álbum? Nos tempos do vinil, a falta de espaço forçava-os a não irem além dos quarenta e poucos minutos. A capacidade do CD (quase 80 minutos) fez disparar as durações. Agora, com a transição para o mundo digital, os álbuns voltam a encolher, de tal forma que menos de 30 minutos de música já parecem suficientes para justificar a designação. A mim, que faço questão de os adquirir, parece-me pouco. Almost Visible Orchestra é, quando muito, um mini-álbum. Um almost visible album. De qualquer modo, Almost Visible Orchestra constitui inegavelmente um prazer, ainda que de curta duração. Ou até dois, se levarmos em conta a beleza e inteligência da embalagem (optem pela versão em CD). É verdade que, nos meus piores momentos, a música de David Santos me parece uma versão invertida da dos The Knife: enquanto a dos suecos ameaça com um futuro ominoso, a do português remete para um passado de inocência infantil – que o ouvinte (bom, pelo menos eu, nos tais maus momentos) sabe não apenas que não voltará como que provavelmente nunca existiu. Nos outros momentos, porém, este mini-álbum (não sou teimoso, sou coerente) com temas intitulados Today is the same as yesterday, but yesterday is not today, Life is like a fried egg, once perfect everyone wants to destroy it, I will try to stop thinking about a way to stop thinking, It’s useless to think about something bad without something good to compare e Don’t say hi if you don’t have time for a nice goodbye é pura filigrana.

 

 

P.S.: Mais uma vez, não resisto a deixar aqui dois vídeos. Se acharem mal, peçam fiscalização sucessiva ao TC.



publicado por José António Abreu às 13:44
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