como sobreviver submerso.
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Beleza e morte
 
They call me The Wild Rose
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
 
From the first day I saw her I knew she was the one
As she stared in my eyes and smiled
For her lips were the colour of the roses
They grew down the river, all bloody and wild
 
When he knocked on my door and entered the room
My trembling subsided in his sure embrace
He would be my first man, and with a careful hand
He wiped the tears that ran down my face
 
CHORUS
 
On the second day I brought her a flower
She was more beautiful than any woman I'd seen
I said, 'Do you know where the wild roses grow
So sweet and scarlet and free?'
 
On the second day he came with a single rose
Said: 'Will you give me your loss and your sorrow?'
I nodded my head, as I lied on the bed
He said, 'If I show you the roses will you follow?'
 
CHORUS
 
On the third day he took me to the river
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he stood smiling above me with a rock in his fist
 
On the last day I took her where the wild roses grow
And she lay on the bank, the wind light as a thief
As I kissed her goodbye, I said, 'All beauty must die'
And lent down and planted a rose between her teeth
 
CHORUS
 

A beleza (particularmente a feminina) e a morte são omnipresentes na obra de Nick Cave. Apreciar a beleza é doloroso. E ela é demasiado frágil para suportar convivências. Mais vale extingui-la.

 

Que este tema, do álbum Murder Ballads, talvez o mais conhecido de Cave, seja tão claro a este respeito e seja também um dueto com Kylie Minogue é uma coincidência particularmente feliz atendendo às referências que Cave faz a Minogue (com um pedido de desculpas no final) em A Morte de Bunny Munro. Onde Bunny não mata mulheres atraentes mas as consome. Cá voltaremos.

 

(Este é o segundo post da "Operação Bunny Munro". O primeiro.)



publicado por José António Abreu às 08:35
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