O Verão traz estagiários às empresas. Rapazes e raparigas que ainda estudam mas, pelo que tanto pode ser sentido de responsabilidade como inconsciência, aceitam trocar a praia e os festivais de música por umas semanas em ambiente de ar condicionado e luz artificial, fazendo por compor um currículo ainda praticamente em branco e tentando perceber como funciona uma empresa por dentro. Agosto não é o melhor mês para atingirem a segunda parte do objectivo mas suponho que, ainda assim, ficarão com uma ideia (que, na sua ingenuidade, talvez pensem errada) da mistura de incoerência e determinismo que faz com que as coisas aconteçam na maioria das empresas. O que me deixa entre o embaraço e a pena é o sorriso aberto do que me vem cumprimentar todas as manhãs. Há expectativa naquele sorriso. E – pasme-se – alegria. Fico na dúvida se ainda não percebeu quão triste a maioria dos empregos efectivamente é, pelo menos durante grande parte do tempo, se já o percebeu e sorri como sorriria numa visita aos chimpanzés do jardim zoológico, ciente de que só temporariamente se encontra dentro da jaula.
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