Estar a trabalhar durante o mês de Agosto é uma experiência estranha, especialmente de manhã. Às oito e um quarto a cidade tem uma paz irreal. Há menos pessoas que o costume caminhando pelos passeios e parecem fazê-lo em ritmo mais descontraído. Os carros são poucos mas, paradoxalmente, também parecem mover-se mais devagar. Há espaço e tempo, e consegue-se respirar. É uma cidade em modo pausa.
Tanto que por vezes surge-me a dúvida se não terá sido anunciada uma catástrofe iminente que levou quase toda a gente a fugir e apenas eu e mais uns quantos não o sabemos. E pergunto-me ainda se não o sabemos por distracção nossa ou por deliberação dos que fugiram. Se terão sido escolhidas as pessoas mais capazes e deixadas para trás as mais fracas. Mas depois, ao arrancar num semáforo em que o meu carro é o único da não-fila, vejo uma rapariga com roupas de Verão e fico mais sossegado porque ninguém a deixaria para trás se fosse importante salvar os mais aptos e propagar a espécie.
pessoais
Amor e Morte em Pequenas Doses
blogues
O MacGuffin (Contra a Corrente)
blogues sobre livros
blogues sobre fotografia
blogues sobre música
blogues de repórteres
leituras
cinema
fotografia
música
jogos de vídeo
automóveis
desporto
gadgets