Se a declaração for tomada à letra, é apenas uma confusão linguística. Se a tomarmos como "ainda está para nascer um PM que faça melhor na redução do défice" é presunçosa porque assume que ninguém nas próximas décadas fará melhor (mesmo que hoje já tenha nascido, o futuro PM ainda demorará décadas a crescer). Se a lermos como "nunca houve um PM que conseguisse melhores resultados na redução do défice" é pelo menos precipitada porque Sócrates tomou posse com um défice de, no limite, 6,83% e vai chegar ao fim do mandato com um défice rondando, no mínimo, 6% (o próprio governo admite 5,9%) e provavelmente acima dos 7%. A crise? Com certeza. Mas, mesmo menos graves, ocorreram outras crises no passado e ele não as parece encarar como desculpa para os resultados dos Primeiros-Ministros de então.