Ainda 2013 nuns quantos discos. 3: Gisela João, de Gisela João.
Como admiti neste post acerca do álbum mais recente de Cristina Branco, a minha relação com o fado está longe de ser de admiração incondicional. Incomoda-me o seu lado lamentoso, de desgraça constante contra a qual se é impotente. (Por alguma razão reflecte tão bem os portugueses.) Devo todavia reconhecer que, apesar de não passar incólume a estas características (nem poderia; são intrínsecas) e dos riscos assumidos serem elevados (cantar temas imortalizados por Amália logo ao primeiro disco só pode denotar coragem ou inconsciência), o álbum de estreia de Gisela João é um exemplo de variedade na escolha de temas, contenção no registo e bom gosto geral.