Por razões que qualquer psicólogo de qualidade mediana (ou espectador atento dos programas matinais de TV) certamente identificaria sem dificuldade, a combinação de uma pose reservada (mais notória em palco e em entrevistas como esta, há um ano e meio no Festival de Paredes de Coura, ou esta, recente e quase dolorosa de ver) com música dramaticamente grandiosa (ou será grandiosamente dramática?) é-me atraente. Ainda por cima quando o inverso parece constituir a norma.
Anna Calvi, galesa de Twickenham, com dois álbuns lançados (o último, One Breath, há poucos meses), estará na Casa da Música amanhã e na Aula Magna no dia seguinte.