como sobreviver submerso.
Os sonhos são os universos paralelos mais comuns. Aqueles a que ninguém escapa e em que é impossível não acreditar. Recuso acreditar nos outros, os da ficção científica, os que nascem a cada decisão que se toma. Recuso acreditar existiram milhares de «eus» em universos paralelos, ligados por singularidades espaço-temporais ou lá como se chamam essas coisas. «Eus» que tiraram outros cursos, que reagiram de forma diferente quando conheceram certas pessoas (sim, mulheres acima de tudo), que andam neste preciso momento numa
furgoneta desconjuntada algures no Tibete. E recuso acreditar por um motivo extraordinariamente simples: era preciso um azar do caraças para ter ficado com a versão mais desinteressante. Que, evidentemente, é a versão geradora de mais sonhos.