Há uns anos, no Expresso da Meia Noite da SIC Notícias, o presidente da Novabase (creio) afirmou ser política da empresa contratar pessoas inteligentes e dinâmicas, sendo que tinha perfeita consciência de que estas são exigentes e colocam mais problemas à gestão. Não sei se era (ou é) verdade. Sei que, na esmagadora maioria das empresas portuguesas, ser-se inteligente (logo, exigente e sedento de evolução*) é a melhor forma de garantir o fracasso profissional. Não é sequer difícil perceber porquê: os chefes destes trabalhadores, eventualmente dinâmicos e esperançosos aquando do início de carreira, acomodaram-se e funcionam agora by the book (embora muitos não o admitam). Qualquer sinal de inovação e exigência é uma ameaça. Por essa razão é tão frequente ver departamentos (no sector público mas também no privado) onde as estrelas são os yes-men e as yes-women (muitas vezes admitidos com cunhas, que sabem não precisar de trabalhar e que, por mais quotas que se estabeleçam, terão sempre uma excelente nota na avaliação de desempenho) mas quem trabalha são as cavalgaduras que quando entraram fizeram um esforço para mudar o status quo e rapidamente se queimaram, continuando no entanto a ser indispensáveis porque alguém tem que assegurar o serviço.
E, verdadeiramente, não há muito que se possa fazer a não ser talvez começar instituições novas, com pessoas novas. O que equivale a dizer um país novo.
*Evolução ≠ promoção.
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