como sobreviver submerso.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Uma auto-estrada junto a cada porta

O i afirma que o governo vai avançar com a adjudicação da terceira auto-estrada Lisboa - Porto ainda nesta legislatura. Compreende-se. Cavaco não tem voto na matéria (como tinha no caso do TGV) e Sócrates precisa de sossegar os fiéis, mostrando que não amoleceu totalmente. Infelizmente, estas são as razões erradas para avançar com qualquer obra, e especialmente com uma que se afigura redundante (ah, os coitados dos Viseenses, actualmente obrigados a fazer sessenta quilómetros de A25 até à A1, que poderiam poupar - sei lá - dez minutos numa viagem para Lisboa*) e que apresenta custos elevados para o Estado (2,2 mil milhões de euros nos próximos 30 anos para as auto-estradas previstas nesta fase, se acreditarmos nas estimativas governamentais - quase sempre excelentes - e esquecermos as actuais dificuldades de financiamento das empresas construtoras, que só conseguem o dinheiro com garantias públicas).

 

Sócrates disse-nos, na melosa entrevista concedida a Ana Lourenço, que acha bem pagar obras com dinheiro que ainda não tem. Deixando de lado outras considerações, isto aplica-se a obras quase inúteis? Que aumento de competitividade gerará esta auto-estrada? É provável que o TGV acabe por ser construído, quanto mais não seja porque receamos muito que estrangeiros nos possam chamar aldrabões. Parar o processo por uns meses foi uma boa decisão mas não deverá alterar o resultado final, mesmo com uma eventual vitória eleitoral do PSD. Esta auto-estrada é uma aberração, veja-se o caso do lado que se vir. Avançar com a sua construção - em qualquer momento mas especialmente neste - é irresponsável e vergonhoso.

 

*Nem sequer está previsto que a nova auto-estrada passe junto a Viseu mas, mais ou menos como agora acontece com A1 e A25, apenas que tenha um troço a fazer a ligação da cidade de Viseu com o ramo principal, em Coimbra. Refira-se ainda que, da zona de Aveiro para norte, as três futuras auto-estradas estarão frequentemente lado a lado, com as duas mais distantes separadas por menos de 10 quilómetros.



publicado por José António Abreu às 13:42
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