«O chefe da secção D tem uma oferta de emprego», disse o director de recursos humanos.
O administrador não levantou os olhos do papel que estava a ler. «Deixe-o ir.»
«Na realidade, é uma mulher.»
A informação despertou a atenção do administrador. «A sério? Deixe-a ir.»
«Precisamos dela.»
«Arranjamos outra pessoa. Um homem. As mulheres faltam demasiado.»
«Vai-nos ficar mais caro.»
«Não interessa. É uma questão de princípio.»
«Mas ela é boa. E já tem experiência. Além disso, o pessoal gosta dela.» O director de recursos humanos hesitou. Depois acrescentou: «Nós prometemos-lhe um bom aumento no ano passado e não cumprimos o acordo.»
«Os tempos estão difíceis para toda a gente.»
«Mas acabou de dizer que não importa termos que pagar mais ao substituto dela...»
O estado de espírito do administrador mudou de aborrecimento para exasperação. «Já chega. Pessoas ingratas não têm lugar nesta empresa. Deixe-a ir.»
O director de recursos humanos não disse mais nada.
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