Não sou fã do Bloco de Esquerda. Considero que o moralismo asfixiante, a demagogia intensa (raramente classificada como tal pela comunicação social lusa), e os conceitos económicos potencialmente catastróficos (antes das eleições legislativas de 2005 dei-me ao trabalho de ler o programa eleitoral bloquista e fiquei aterrado) são razões mais que suficientes para não apreciar a dita agremiação. Mas tenho alguma consideração por Miguel Portas. Talvez por ser viajado, por parecer sereno e infinitamente mais ponderado que Louçã, ou apenas porque me deliciavam as suas longas caminhadas em direcção à câmara na série televisiva que apresentou. Todavia, esta campanha ameaça estilhaçar a boa imagem que tenho dele. A proposta de autorizar o voto a maiores de 16 anos é de tal forma típica de uma esquerda Rousseauniana que quase me extrai um sorriso. Mas há também uma componente de interesse (pouco, no Bloco como noutros partidos, é inocente): os senhores e as senhoras bloquistas (já é altura de deixarmos de tratar cinquentões como o Louçã como se fossem adolescentes, não?) sabem que a juventude os grama à brava. Afinal, defendem ideias simpáticas para quem quer, acima de tudo, sexo, drogas e rock 'n' roll. Baixar a idade de voto poderia render-lhes mais uns votos significativos. Como complemento para a proposta, desde já sugiro ao BE que exija distribuição gratuita de cremes contra o acne nas escolas secundárias.
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