8 comentários:
De jonasnuts a 9 de Março de 2010 às 17:19
Este post está em destaque na Homepage do SAPO.


De José António Abreu a 10 de Março de 2010 às 00:07
Obrigado. (Foi um dia complicado; só agora é que me apercebi da mensagem.)


De NUK a 9 de Março de 2010 às 21:51
Derrotado?! Foi feito um lucro imenso à conta do filme!
Já estão a pensar no Avatar 2.
Derrotado é, infelizmente segundo a nossa sociedade, aquele que agrada a poucos (neste caso a Academia). As companhias querem é dinheiro! Bem querem eles saber do Óscares, desde que tenham mil milhões em lucro!

The Hurt Locker ganhou Óscares, mas não facturou como o Avatar e isso interessa muito mais às produtoras. Para eles, antes ter um filme "pop" que lucre muito, do que um filme menos ou nada "pop" que poucos vejam e nada lucre.

Basta veres o nosso caso. The Hurt Locker, que eu saiba, não teve muita publicidade (se teve alguma nem notei) e nem esteve nos cinemas perto donde vivo, enquanto que o Avatar está nos cinemas nacionais quase há 3 meses, incluindo aqueles que frequento.

Eu vi ambos os filmes e The Hurt Locker para mim tem uma história muito melhor, muito menos previsível que a do Avatar. Se não fossem os gráficos e o típico irrealista - "bem" contra o "mal" e o "bem" vence - acho que o Avatar não teria tido tanto lucro.


De ana a 10 de Março de 2010 às 11:43
A questão abordada da derrota não é do lado das produtoras, mas sim do realizador. Ganhar o oscar é o reconhecimento máximo que eles podem alcançar pelo seu trabalho. E ela, mesmo com pouco dinheiro conseguiu ser a melhor e ter o melhor filme, o que a deve encher de orgulho, porque venceu os "gigantes"!


De miguel a 9 de Março de 2010 às 23:10

estamos a misturar alhos com bugalhos, um avatar não tem nada que vêr com um filme de guerra ou com um filme da intensidade de precious......são 3 belissimos exemplos de bom cinema, mas cada macaco no seu galho.....adorei cada um deles sendo eles tão diferentes entre si,


De Luismvm a 9 de Março de 2010 às 23:59
Qual era mesmo a questão?


É que não reparei que houvesse.




Coisa minha.




...




Há muito mais por detrás do que aparece como "vitória".
E depois, há "coisas" que definitivamente, não se medem.


Att.


De NUK a 10 de Março de 2010 às 00:17
E que "coisas" são essas?


De José António Abreu a 10 de Março de 2010 às 14:38
O objectivo do post não era discutir os méritos de "Avatar" (ou de "Estado de Guerra"). Era apenas constatar (ou talvez até mais especular) como o cinema de Cameron mudou - na minha opinião, para pior, mas a minha opinião não passa disso - depois de se ter separado de Hurd e de Bigelow, e congratular-me por finalmente uma mulher ter ganho o Óscar de melhor realizadora, ainda por cima com um filme teoricamente "masculino". Bigelow já por várias vezes mostrara potencial suficiente para que os estúdios de Hollywood lhe prestassem atenção. Estou convencido de que, mesmo não tendo "Estranhos Prazeres" sido um sucesso de bilheteira, um homem que o tivesse realizado (e a "Point Break") teria tido muito mais hipóteses de realizar filmes na última década do que ela teve. Quanto à derrota de Cameron, evidentemente que não é financeira. Mas, ainda assim, é uma derrota. Ele quis fazer um filme que mudasse o paradigma. Até certo ponto, conseguiu-o. "Avatar" poderá ser recordado dentro de décadas pela inovação tecnológica que introduziu (um pouco como "O Cantor de Jazz", que inaugurou a época do cinema sonoro, ou - talvez uma comparação mais apropriada - "A Túnica", que inaugurou o formato CinemaScope). Mas queria também (e é perfeitamente legítimo) o reconhecimento artístico de Hollywood. (E o dinheiro passa para segundo plano quando se luta pelo reconhecimento artístico.) Que os membros da Academia tivessem preferido premiar outro filme (qualquer que fosse) foi, evidentemente, uma derrota para ele. Depois, a um nível mais prosaico, ninguém que esteja nomeado para o que quer que seja gosta de perder. Sente-o sempre como uma derrota.


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