como sobreviver submerso.
Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
Autocrítica
Venho descobrindo que manter um blogue tem pontos positivos mas também vários pontos negativos. Há aqueles que suponho serem comuns a todos os autores de blogues: interrogação mais ou menos frequente das razões por que me dou ao trabalho, menos tempo disponível para dedicar a outras actividades, receio de falta de ideias, etc. Mas há outro ponto. Este blogue, que ainda não atingiu um ano de idade, exacerba a minha tendência para a crítica. Isso não me incomodaria (penso que tenho imenso jeito para criticar) se no agravamento dessa propensão não estivesse incluída a subcategoria da autocrítica (também passível de ser classificada como «insegurança»). Permitam-me que elabore: sempre que escrevo um post não consigo deixar de analisar quão ridículo ele deve parecer às pobres almas que, inadvertidamente ou por masoquismo (será coincidência quase todos os comentários virem de meninas?), por aqui passam. Bem tento não me preocupar mas não me preocupar é algo que nunca aprendi a fazer (e, de resto, preocupar-me é outra coisa em que sou bastante bom). A questão atinge os cumes do ridículo quando ainda me encontro a escrever e já sinto vontade de inaugurar os comentários com algo do género: «Este post é ridículo.» Até hoje, sempre resisti. Mas preciso de exercer uma vigilância feroz sobre mim mesmo, porque o subconsciente faz-me com frequência executar actos de que só tardiamente me apercebo (capacidade de percepção não é um dos meus pontos fortes).


publicado por José António Abreu às 08:33
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11 comentários:
De José António Abreu a 19 de Fevereiro de 2010 às 08:43
Ah-ah. Consegui resistir.


De Margarida a 19 de Fevereiro de 2010 às 09:39
Os links não são links... (os destaques supostamente seriam links, não?)
O texto carece de leitura mais serena.
(as meninas são masoquistas?!)
OK, o que é que tomou esta manhã?!
Image


De José António Abreu a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:12
Links? Quais links? Este post não tem links...



(Algumas são; um bocadinho.)


De Margarida a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:16
Ok, OK..., já tomei o meu café duplo, já percebi...Image
... mas mantenho o espanto: as meninas são masoquistas?! (também acho que sim, mas noutro contexto e isso agora não interessa).
E acho que os cavalheiros espreitam mas ficam sem palavras.
Tout court.
Somos afoitas, é o que é Image


De bluesy traveler a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:46
Vamos ver uma coisinha: o blog é teu, certo?

Era só isto.


De José António Abreu a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:54
Image


De paula a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:56
mais uma menina, só para chatear... e não não sou masoquista. mesmo.Image


De José António Abreu a 19 de Fevereiro de 2010 às 11:05
Só para chatear? Mas o único e grande sucesso deste blogue é conseguir ser lido por meninas...

(O que me parece prova mais do que suficiente de que são pelo menos um bocadinho masoquistas...)
Image


De José António Abreu a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:59
Meninas (e eventuais meninos): talvez seja conveniente esclarecer que este post é uma espécie de (ridícula) tentativa de elaborar uma espécie de (ridículo) post pós-moderno. Não deve ser levado muito a sério. A mensagem está toda no cor-de-laranja.


De paula a 19 de Fevereiro de 2010 às 13:39
útil explicação jaaImage

(ou será que nos está meninas lerdinhas?????)


De José António Abreu a 19 de Fevereiro de 2010 às 14:46
As meninas não só não são lerdinhas (bom, em termos genéricos lá haverá uma ou outra) como costumam ser muito mais perceptivas do que os homens. Escrito isto, é verdade que os homens (com notórias excepções) parecem mais à vontade em certo tipo de assuntos: matemática, mapas, etc. Se uma idiotice dum post destes, concebido por uma mente masculina, é mais facilmente entendido por homens ou por mulheres já não faço a mínima ideia. 


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