como sobreviver submerso.

Sexta-feira, 28 de Abril de 2017
Música recente (91)

 

 

Conor Oberst, álbum Salutations.

 

O complemento de Ruminations. A face mais solarenga de Oberst.

 

(The modern world is a sight to see. It's a stimulant. It's pornography. It takes all my will not to turn it off.)



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Terça-feira, 25 de Abril de 2017
Música recente (90)

 

Karen Elson, álbum Double Roses.

 

Há sete anos, quando lançou The Ghost Who Walks, Elson encontrava-se casada com Jack White. O álbum era excelente, mas permitia a dúvida, inevitável no caso de primeiros trabalhos de gente cujos parceiros têm carreira firmada, de saber até que ponto essa qualidade se lhe devia exclusivamente (ainda por cima, White fora o produtor). Incluindo canções um tudo-nada menos teatrais e colaborações tão discretas que é fácil não as detectar (em Distante Shore, a voz longínqua e esperançosa pertence a Laura Marling), Double Roses mostra que Elson não precisa de ter White por perto.

 

(O tema Wonder Blind, ao vivo.) 


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Sexta-feira, 21 de Abril de 2017
Música recente (89)

 

Kendrick Lamar, álbum Damn.

 

This may be hard to believe, coming from a black man, but I've never stolen anything. Never cheated on my taxes or at cards. Never snuck into the movies or failed to give back the extra change to a drugstore cashier indifferent to the ways of mercantilism and minimum-wage expectations. I've never burgled a house. Held up a liquor store. Never boarded a crowded bus or subway car, sat in the seat reserved for the elderly, pulled out my gigantic penis and masturbated to satisfaction with a perverted, yet somehow crestfallen, look on my face.

 

As frases acima não são de Kendrick Lamar. Constituem o início do livro The Sellout, de Paul Beatty, vencedor do Man Booker 2016. The Sellout é uma sátira. Aponta os problemas recorrendo ao exagero e ao ridículo. As mensagens, a estética (as poses) do hip-hop costumam ser interpretadas literalmente. Por vezes, é esta a intenção dos autores; por vezes, trata-se de distorção por parte de quem ouve (falta de capacidade de encaixe, digamos). As posições extremam-se quando a mensagem é - ou parece ser - simplista. Considere-se um exemplo típico: denunciar a violência policial sobre a comunidade negra - tema não apenas recorrente mas inevitável - exige genuinidade e que se ultrapassem as simples ameaças de retaliação; caso contrário, as críticas serão naturais e justas. O primeiro aspecto sofre quase sempre que um cantor atinge o sucesso: em gente rica, canções sobre dificuldades e discriminação soam a falso (hoje, Kanye é basicamente uma Kardashian). O segundo exige capacidade para sublimar o assunto através de formas como as que Paul Beatty utiliza magistralmente. Isto é, exige capacidade artística.

 

Kendrick Lamar tem conseguido manter um equilíbrio assinalável entre todos estes aspectos. Sonicamente, Damn é menos variado do que To Pimp a Butterfly. Ainda assim, contém momentos jazzy (Lust), colaborações inesperadas (os U2, em XXX) e subtilezas que apenas se detectam em auscultadores ou em bons sistemas de som. Evita as frases orelhudas, as declarações bombásticas e inclui momentos de ironia (por vezes, raivosa) não negligenciáveis: vejam-se as letras de Humble ou de DNA. E será também de referir que Lamar permanece um rapper do caraças, capaz de debitar palavras a um ritmo e com uma dicção fenomenais.



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Terça-feira, 18 de Abril de 2017
Música recente (88)

 

The Gift, álbum Altar.

 

Apesar de sempre ter existido nos The Gift uma propensão para a grandiloquência, gostei bastante dos primeiros três álbuns que lançaram. Mas depois vieram o projecto Amália Hoje e o álbum Explode, e eles tornaram-se-me insuportáveis - até à semana passada. A produção de Altar esteve a cargo de Brian Eno. Podia ser apenas uma forma de, mais uma vez, a banda procurar uma audiência internacional (ambição nunca lhe faltou), mas Eno tem ideias demasiado fortes para se limitar a fazer figura de corpo presente. A voz de Sónia Tavares está lá, as teclas e os sintetizadores de Nuno Gonçalves também, mas, tirando um outro deslize, encontram-se bastante mais domados. Love without violins (excelente título) pode mesmo ser um dos melhores temas que os The Gift já criaram (o vídeo está aqui, mas o YouTube exige autenticação para acesso à versão não-censurada).


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Sexta-feira, 14 de Abril de 2017
Música recente (87)

 

Dia Frampton, álbum Bruises.

 

Um álbum intimista, a que a Hungarian Studio Orchestra adiciona dimensão e páthos.


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Terça-feira, 11 de Abril de 2017
Música recente (86)

 

The New Pornographers, álbum Whiteout Conditions.

 

 Pode tomar-se a música dos The New Pornographers como pop simples e despretensiosa. Mas também pode dedicar-se-lhe um pouquinho mais de atenção e perceber-se a sua inteligência. Trata-se de pop lida e viajada, que usa a aparente inconsequência da pop como mecanismo de sublimação e ironia.

 

(Coisas giras do politicamente correcto: entrem na Amazon inglesa, francesa ou alemã; comecem a escrever «The New Pornographers» na caixa de pesquisa; reparem como, à medida que digitam letras, vão aparecendo e desaparecendo sugestões sem que alguma vez «The New Pornographers» esteja entre elas; notem como, a partir de «The New Porn», as sugestões desaparecem; terminem de escrever; façam Enter; percebam como existem afinal tantos resultados.)



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Sexta-feira, 7 de Abril de 2017
Música recente (85)

 

Goldfrapp, álbum Silver Eye.

 

Alison e Will saltaram da delicadeza de Felt Mountain, a estreia no ano 2000, para batidas de dança relativamente anónimas em Black Cherry e Supernature, de 2003 e 2005, respectivamente. Em 2013, de forma inesperada para mim, voltaram a terrenos intimistas com Tales of Us. Um pouco como Seventh Tree, de 2008, Silver Eye tenta unir os dois universos. Resulta bastante bem.

 

(Considerando este vídeo e os trabalhos que Laura Marling realizou para Semper Femina, há alguma tendência sazonal que eu desconheça para inserir sugestões de lesbianismo nos vídeos musicais?)

 

(Não é que me esteja a queixar...)



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Terça-feira, 4 de Abril de 2017
Música recente (84)

 

Aimee Mann, álbum Mental Illness.

 

Whatever, primeiro álbum de Aimee Mann após os 'Til Tuesday, foi um dos dois que mais ouvi em 1993 (o outro foi Siamese Dream, dos Smashing Pumpkins). A fama de Mann, porém, surgiu apenas em 1999, quando escreveu várias canções para o filme Magnólia. De então para cá, tem lançado álbuns - uns melhores, outros piores - que insistem em manter o equilíbrio entre desencanto (ou mesmo desespero) e vontade de viver. Mental Illness conta-se entre os mais sombrios - mas também entre os melhores.



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Sexta-feira, 31 de Março de 2017
Música recente (83)

 

Gnoomes, álbum Tschak!

 

Uma banda russa formada em Perm, cidade gélida dos Urais, outrora local de exílio de pessoas inconvenientes; uma sonoridade psicadélica, expansiva e doce; um título de álbum que remete para os Kraftwerk; um tema chamado «Cascais». O mundo é estranho.


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Terça-feira, 28 de Março de 2017
Música recente (82)

 

Spoon, álbum Hot Thoughts.

 

De entre as bandas que fazem pop/rock relativamente standard, os Spoon serão das melhores - especialmente porque conseguem ir introduzindo variações significativas de álbum para álbum.



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Sexta-feira, 24 de Março de 2017
Música recente (81)

 

Depeche Mode, álbum Spirit.

 

A criação foge muitas vezes ao controlo dos criadores. No mês passado, Richard Spencer, norte-americano conotado com posições neo-nazis, classificou os Depeche Mode como «a banda oficial da alt-right», afirmando que a música dos ingleses contém uma «ambiguidade» que sugere a existência de «elementos «fascistas». Por pouco recomendável que o homem possa ser (foi a primeira vez que ouvi falar nele), as suas palavras merecem análise: da mesma forma que a música de Wagner, grandiloquente e ao serviço de visões de uma sociedade idílica e pura, se adequou como uma luva à mentalidade de Hitler, não é de excluir que o carácter sincopado, militarizado, da música dos Depeche Mode tenha o mesmo efeito em Spencer e noutros indivíduos com ideias similares. (E, já agora, a imagem dos elementos da banda, construída nos anos 80 com a ajuda do fotógrafo Anton Corbijn, também pode ter alguma coisa a ver com o assunto.) Há, no entanto, uma diferença importante: se sabemos que Wagner, falecido antes do nascimento de Hitler, ansiava por uma sociedade mais «pura» e tinha reservas quanto ao papel dos judeus na sociedade alemã, dificilmente os Depeche Mode poderiam ter sido mais claros na resposta às afirmações de Spencer: «He's a cunt», declarou o vocalista Dave Gahan. A situação torna-se particularmente irónica quando se ouve Spirit, o álbum lançado na passada sexta-feira. Nunca os Depeche Mode foram tão abertamente políticos e raramente mostraram tanta insatisfação. Pode até dizer-se que entram no campo apenas aparentemente oposto ao de Spencer: o do populismo de esquerda. A música é óptima (Spirit será o melhor álbum deles em muitos anos), mas não me parece descabido perguntar se, na ânsia do protesto, conterá mesmo alguns elementos totalitários. Afinal, os extremos tocam-se.


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Terça-feira, 21 de Março de 2017
Música recente (80)

 

Jay Som, álbum Everybody Works.

 

Há quem lhe chame bedroom pop, mas o primeiro álbum verdadeiro da californiana Melina Duterte (Turn Into, de 2016, era constituído por demos, embora bastante polidas) vai muito para além de rótulos fáceis. E, de qualquer modo, o quarto é frequentemente o local onde as pessoas meditam acerca da vida. Em especial durante a juventude.



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Sexta-feira, 17 de Março de 2017
Música recente (79)

 

Valerie June, álbum The Order of Time.

 

Depois de um fantástico segundo álbum de Rhiannon Giddens, um também excelente segundo trabalho de Valerie June. É um pouco como se, em tempo de divisões político-sociais, a música com raízes na tradição (e ainda que alguns temas de The Order of Time derivem para a pop) fizesse questão de, por um lado, lembrar erros do passado que são também alertas para o futuro, e, por outro, apelar à reconquista de um sentido de comunidade e de destino partilhado. These are the songs you sing, in the search for the grass that's green, canta June em Long Lonely Road. É assim há muito, assim continuará a ser.
 



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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Música recente (77)

 

Laura Marling, álbum Semper Femina.

 

O título vem da Eneida: varium et mutabile semper femina (qualquer coisa como as mulheres são inconstantes e caprichosas). Marling vira o sentido da frase do avesso e transforma a presumível inconstância feminina em capacidade de adaptação. Não sei o que Virgílio pensaria, mas estou convencido de que Mozart e Lorenzo Da Ponte (cuja ópera Così fan Tutte parte de uma premissa similar à exposta na Eneida) achariam piada. Bem como a este vídeo.



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Terça-feira, 7 de Março de 2017
Música recente (76)

 

 Nice as Fuck, álbum Nice as Fuck.

 

Jenny Lewis, expoente da pop leve mas de bom gosto, Erika Forster, das electrónicas e atmosféricas Au Revoir Simone, e Tennessee Thomas, da banda de rock alternativo The Like, juntaram-se para um projecto ligeiramente inconsistente (muitos temas parecem esboços), mas com alguma piada.



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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
Música recente (75)

 

Honeyblood, álbum Babes Never Die.

 

Apenas o segundo álbum e, com a substituição de um único elemento, metade da banda já é nova. (Se tiverem dificuldades, podem usar a equação 0,5xN=1, em que N é o número total de elementos.) A vocalista e guitarrista Stina Marie Claire Tweeddale mantém-se (uma excelente notícia porque Stina Marie Claire Tweeddale é um nome espectacular), mas na bateria encontra-se agora Cat Myers (também não deixa de ser um nome catita). O álbum será um pouco mais refinado do que o anterior, circunstância com pontos positivos (é mais refinado) e negativos (é mais refinado), mas os riffs estilo-grunge e a atitude permanecem.

 

(Quem achar o vídeo interessante e nunca tiver visto o filme Under the Skin, por favor trate de arranjar forma de o fazer.)

 

(A água na Escócia há-de estar fria...)



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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
Música recente (74)

 

Rhiannon Giddens, álbum Freedom Highway.

 

Giddens já passou por vários projectos. Este é o seu segundo álbum a solo. O primeiro, lançado em 2015, tinha o número mínimo de originais para não poder ser classificado com exclusivamente de versões. Desta feita, nove dos doze temas são originais, mas alguns parecem tão genuínos que é como se pudessem ter sido compostos em meados do século XIX e cantados em torno de fogueiras no Texas ou em plantações de algodão no Louisiana. Há aqui uma preocupação com a história dos Estados Unidos, com as lutas, os sacrifícios e a violência que ela incluiu. A canção At the Purchaser's Option, no vídeo acima, é inspirada num anúncio verdadeiro, no qual uma escrava de 22 anos é oferecida para venda, ficando à consideração do comprador a inclusão no negócio da sua filha de nove meses. Outros temas estabelecem relações com os tempos actuais, através das letras mas também da música, que inclui espirituais negros, blues, folk, country, toques de jazz, até mesmo hip-hop. Estranho mas acessível, tradicional mas desafiante, duro mas inspirador, atrevo-me a afirmar, após somente um par de audições, que vai constituir um dos meus álbuns do ano.



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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
Música recente (72)

 

The Invisible, álbum Patience.

 

Os Invisible são Dave Okumu, produtor do primeiro álbum de Jessie Ware, guitarrista da malograda Amy Winehouse, e Tom Herbert e Leo Taylor, colaboradores habituais de Adele. A música que fazem evita a velocidade e a grandiloquência; trata-se de pop electrónica, mas num registo contemplativo e melancólico. Alguns dos melhores temas do álbum incluem convidadas (Anna Calvi, por exemplo).



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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
Música recente (71)

 

Osso Vaidoso, álbum Miopia.

 

Ana Deus e Alexandre Soares num segundo álbum de sonoridade mais «suja», assente em letras de gente como Jorge Luis Borges, Natália Correia, Nicolau Tolentino, Rainer Maria Rilke e Sá de Miranda.

 



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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017
Música recente (70)

 

Minor Victories, álbum Minor Victories.

 

Um projecto só possível nos tempos actuais. Rachel Goswell, dos Slowdive, Stuart Braithwaite, dos Mogway, e Justin Lockey, dos Editors, trabalharam à distância e nunca gravaram todos no mesmo local. O resultado mistura a tendência pop de Lockey com a guitarra densa de Braithwaite. A voz de Goswell acrescenta o toque de leveza e fragilidade.

 

(Sempre me pareceu que o planeta seria destruído por um gato - o de Blofeld, por exemplo. Ou então por um humano com cabelo alaranjado.)



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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017
Música recente (69)

 

Señoritas, álbum Acho Que É Meu Dever Não Gostar.

 

Sandra Baptista e Maria Antónia Mendes, ex-Naifa (Sandra também ex-Sitiados), num conjunto de canções despidas, à base de acordeão, guitarra, baixo e tarola, gravadas em casa de Sandra. A perspectiva é madura e feminina, a sonoridade faz pensar em tangos e nas bandas sonoras mais famosas de Ennio Morricone.

 



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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017
Música recente (68)

 

Elbow, álbum Little Fictions.

 

Há qualquer coisa na voz de Guy Garvey que anima a alma. Ainda por cima, neste álbum ele está apaixonado.

 

 

We protect our little fictions
When we bow to fear
Little wilderness mementos
But there's only you and me here
Fire breathing
Hold tight
Waiting for the original miracle

(...)

Life is the original miracle
(...)
Love is the original miracle

(no tema que dá título ao álbum)



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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2017
Música recente (67)

 

Kasey Chambers, álbum Drangonfly.

 

Country alternativo de uma australiana com uma carreira iniciada há dezassete anos que já passou por inquietações sobre a beleza e a existência de Deus.


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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
Música recente (66)

 

Kid Koala featuring Emiliana Torrini, álbum Music to Draw To: Satellite.

 

Onze temas instrumentais, em registo ambiental, mais sete com a voz da islandesa Emiliana Torrini, num estilo ligeiramente mais electro-pop.



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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017
Música recente (65)

 

Rita Wilson, álbum Rita Wilson.

 

Imensos actores cantam, outros tocam banjo. Rita Wilson (que, com Tom Hanks, forma um dos casais do mundo do show business com que é mais fácil simpatizar) será apenas mais um exemplo. Mas canta bastante bem, neste seu segundo álbum, ao contrário do que aconteceu no primeiro, até escreveu as letras e, honestamente, hoje apetece-me algo alegre e inconsequente.

 

(É provável que esta tendência para associar alegria a inconsequência diga muito sobre mim.)



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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
Música recente (64)

 

Capitão Fausto, álbum Capitão Fausto Têm os Dias Contados.

 

Pop assumida, em oito temas onde não há medo de usar (e de subverter) clichés. 



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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017
Música recente (63)

 

 Amanda Shires, álbum My Piece of Land.

 

Composto durante a fase final de uma gravidez, longe do marido (Jason Isbell andava em digressão), é um trabalho de subtilezas, reflectindo solidão e inquietudes, mas também esperança no futuro.

 



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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
Música recente (62)

 

Warpaint, álbum Heads Up.

 

Há uma incursão pela pop em New Song, o terceiro tema. De resto, o álbum mantém a sonoridade complexa e ligeiramente arrastada habitual nas Warpaint.



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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
Música recente (61)

 

The XX, álbum I See You.

 

O título não podia ser mais adequado. Ao terceiro álbum, os XX sacodem (ainda que ligeiramente) a tendência para a introspecção e olham para fora.



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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017
Música recente (60)

 

Bat for Lashes, álbum The Bride.

 

Um álbum conceptual, de acesso não exactamente imediato, sobre uma mulher cujo noivo morre no dia do casamento. A ideia-base podia ter constituído receita para um conjunto intragável de lamentações, mas Natasha Khan é demasiado inteligente para cair nessa armadilha. Ainda assim, não será o trabalho ideal por onde começar a descobrir a música da londrina.



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