como sobreviver submerso.

Terça-feira, 21 de Março de 2017
Música recente (80)

 

Jay Som, álbum Everybody Works.

 

Há quem lhe chame bedroom pop, mas o primeiro álbum verdadeiro da californiana Melina Duterte (Turn Into, de 2016, era constituído por demos, embora bastante polidas) vai muito para além de rótulos fáceis. E, de qualquer modo, o quarto é frequentemente o local onde as pessoas meditam acerca da vida. Em especial durante a juventude.



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Sexta-feira, 17 de Março de 2017
Música recente (79)

 

Valerie June, álbum The Order of Time.

 

Depois de um fantástico segundo álbum de Rhiannon Giddens, um também excelente segundo trabalho de Valerie June. É um pouco como se, em tempo de divisões político-sociais, a música com raízes na tradição (e ainda que alguns temas de The Order of Time derivem para a pop) fizesse questão de, por um lado, lembrar erros do passado que são também alertas para o futuro, e, por outro, apelar à reconquista de um sentido de comunidade e de destino partilhado. These are the songs you sing, in the search for the grass that's green, canta June em Long Lonely Road. É assim há muito, assim continuará a ser.
 



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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Música recente (77)

 

Laura Marling, álbum Semper Femina.

 

O título vem da Eneida: varium et mutabile semper femina (qualquer coisa como as mulheres são inconstantes e caprichosas). Marling vira o sentido da frase do avesso e transforma a presumível inconstância feminina em capacidade de adaptação. Não sei o que Virgílio pensaria, mas estou convencido de que Mozart e Lorenzo Da Ponte (cuja ópera Così fan Tutte parte de uma premissa similar à exposta na Eneida) achariam piada. Bem como a este vídeo.



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Terça-feira, 7 de Março de 2017
Música recente (76)

 

 Nice as Fuck, álbum Nice as Fuck.

 

Jenny Lewis, expoente da pop leve mas de bom gosto, Erika Forster, das electrónicas e atmosféricas Au Revoir Simone, e Tennessee Thomas, da banda de rock alternativo The Like, juntaram-se para um projecto ligeiramente inconsistente (muitos temas parecem esboços), mas com alguma piada.



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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
Música recente (75)

 

Honeyblood, álbum Babes Never Die.

 

Apenas o segundo álbum e, com a substituição de um único elemento, metade da banda já é nova. (Se tiverem dificuldades, podem usar a equação 0,5xN=1, em que N é o número total de elementos.) A vocalista e guitarrista Stina Marie Claire Tweeddale mantém-se (uma excelente notícia porque Stina Marie Claire Tweeddale é um nome espectacular), mas na bateria encontra-se agora Cat Myers (também não deixa de ser um nome catita). O álbum será um pouco mais refinado do que o anterior, circunstância com pontos positivos (é mais refinado) e negativos (é mais refinado), mas os riffs estilo-grunge e a atitude permanecem.

 

(Quem achar o vídeo interessante e nunca tiver visto o filme Under the Skin, por favor trate de arranjar forma de o fazer.)

 

(A água na Escócia há-de estar fria...)



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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
Música recente (74)

 

Rhiannon Giddens, álbum Freedom Highway.

 

Giddens já passou por vários projectos. Este é o seu segundo álbum a solo. O primeiro, lançado em 2015, tinha o número mínimo de originais para não poder ser classificado com exclusivamente de versões. Desta feita, nove dos doze temas são originais, mas alguns parecem tão genuínos que é como se pudessem ter sido compostos em meados do século XIX e cantados em torno de fogueiras no Texas ou em plantações de algodão no Louisiana. Há aqui uma preocupação com a história dos Estados Unidos, com as lutas, os sacrifícios e a violência que ela incluiu. A canção At the Purchaser's Option, no vídeo acima, é inspirada num anúncio verdadeiro, no qual uma escrava de 22 anos é oferecida para venda, ficando à consideração do comprador a inclusão no negócio da sua filha de nove meses. Outros temas estabelecem relações com os tempos actuais, através das letras mas também da música, que inclui espirituais negros, blues, folk, country, toques de jazz, até mesmo hip-hop. Estranho mas acessível, tradicional mas desafiante, duro mas inspirador, atrevo-me a afirmar, após somente um par de audições, que vai constituir um dos meus álbuns do ano.



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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
Música recente (72)

 

The Invisible, álbum Patience.

 

Os Invisible são Dave Okumu, produtor do primeiro álbum de Jessie Ware, guitarrista da malograda Amy Winehouse, e Tom Herbert e Leo Taylor, colaboradores habituais de Adele. A música que fazem evita a velocidade e a grandiloquência; trata-se de pop electrónica, mas num registo contemplativo e melancólico. Alguns dos melhores temas do álbum incluem convidadas (Anna Calvi, por exemplo).



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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
Música recente (71)

 

Osso Vaidoso, álbum Miopia.

 

Ana Deus e Alexandre Soares num segundo álbum de sonoridade mais «suja», assente em letras de gente como Jorge Luis Borges, Natália Correia, Nicolau Tolentino, Rainer Maria Rilke e Sá de Miranda.

 



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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017
Música recente (70)

 

Minor Victories, álbum Minor Victories.

 

Um projecto só possível nos tempos actuais. Rachel Goswell, dos Slowdive, Stuart Braithwaite, dos Mogway, e Justin Lockey, dos Editors, trabalharam à distância e nunca gravaram todos no mesmo local. O resultado mistura a tendência pop de Lockey com a guitarra densa de Braithwaite. A voz de Goswell acrescenta o toque de leveza e fragilidade.

 

(Sempre me pareceu que o planeta seria destruído por um gato - o de Blofeld, por exemplo. Ou então por um humano com cabelo alaranjado.)



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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017
Música recente (69)

 

Señoritas, álbum Acho Que É Meu Dever Não Gostar.

 

Sandra Baptista e Maria Antónia Mendes, ex-Naifa (Sandra também ex-Sitiados), num conjunto de canções despidas, à base de acordeão, guitarra, baixo e tarola, gravadas em casa de Sandra. A perspectiva é madura e feminina, a sonoridade faz pensar em tangos e nas bandas sonoras mais famosas de Ennio Morricone.

 



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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017
Música recente (68)

 

Elbow, álbum Little Fictions.

 

Há qualquer coisa na voz de Guy Garvey que anima a alma. Ainda por cima, neste álbum ele está apaixonado.

 

 

We protect our little fictions
When we bow to fear
Little wilderness mementos
But there's only you and me here
Fire breathing
Hold tight
Waiting for the original miracle

(...)

Life is the original miracle
(...)
Love is the original miracle

(no tema que dá título ao álbum)



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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2017
Música recente (67)

 

Kasey Chambers, álbum Drangonfly.

 

Country alternativo de uma australiana com uma carreira iniciada há dezassete anos que já passou por inquietações sobre a beleza e a existência de Deus.


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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
Música recente (66)

 

Kid Koala featuring Emiliana Torrini, álbum Music to Draw To: Satellite.

 

Onze temas instrumentais, em registo ambiental, mais sete com a voz da islandesa Emiliana Torrini, num estilo ligeiramente mais electro-pop.



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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017
Música recente (65)

 

Rita Wilson, álbum Rita Wilson.

 

Imensos actores cantam, outros tocam banjo. Rita Wilson (que, com Tom Hanks, forma um dos casais do mundo do show business com que é mais fácil simpatizar) será apenas mais um exemplo. Mas canta bastante bem, neste seu segundo álbum, ao contrário do que aconteceu no primeiro, até escreveu as letras e, honestamente, hoje apetece-me algo alegre e inconsequente.

 

(É provável que esta tendência para associar alegria a inconsequência diga muito sobre mim.)



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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
Música recente (64)

 

Capitão Fausto, álbum Capitão Fausto Têm os Dias Contados.

 

Pop assumida, em oito temas onde não há medo de usar (e de subverter) clichés. 



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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017
Música recente (63)

 

 Amanda Shires, álbum My Piece of Land.

 

Composto durante a fase final de uma gravidez, longe do marido (Jason Isbell andava em digressão), é um trabalho de subtilezas, reflectindo solidão e inquietudes, mas também esperança no futuro.

 



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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
Música recente (62)

 

Warpaint, álbum Heads Up.

 

Há uma incursão pela pop em New Song, o terceiro tema. De resto, o álbum mantém a sonoridade complexa e ligeiramente arrastada habitual nas Warpaint.



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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
Música recente (61)

 

The XX, álbum I See You.

 

O título não podia ser mais adequado. Ao terceiro álbum, os XX sacodem (ainda que ligeiramente) a tendência para a introspecção e olham para fora.



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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017
Música recente (60)

 

Bat for Lashes, álbum The Bride.

 

Um álbum conceptual, de acesso não exactamente imediato, sobre uma mulher cujo noivo morre no dia do casamento. A ideia-base podia ter constituído receita para um conjunto intragável de lamentações, mas Natasha Khan é demasiado inteligente para cair nessa armadilha. Ainda assim, não será o trabalho ideal por onde começar a descobrir a música da londrina.



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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017
Música recente (59)

 

Sean Riley & The Slowriders, Sean Riley & The Slowriders.

 

O regresso, após quatro anos, de uma das bandas que me chegaram a fazer pensar haver uma ligação subterrânea entre Coimbra e o Sul dos Estados Unidos (as outras: D3Ö, Bunnyranch, os projectos de Paulo Furtado).



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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017
Música recente (58)

 

Steve Gunn, álbum Eyes on the Lines.

 

Suave, fluído, quase sempre com a guitarra em primeiro plano. Talvez o melhor álbum de 2016 para ouvir enquanto se conduz.

 

(Para além de Gunn, no vídeo surge o guitarrista Michael Chapman - bem como a casa deste, situada no condado inglês de Northumberland.)



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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016
Música recente (57)

 

Justice, álbum Woman.

 

A electrónica de outro duo de franceses (i.e., não os Daft Punk), cantando em inglês, num vídeo que inclui uma actriz norte-americana e um carro japonês. A globalização ainda não perdeu a guerra.

 

(Colocar Susan Sarandon, de óculos escuros e cabelo solto, ao volante de um descapotável traz de volta certas memórias...)



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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016
Música recente (56)

 

Carla Dal Forno, álbum You Know What It's Like.

 

Texturas sombrias e roufenhas onde a voz procura um lugar.



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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016
Música recente (55)

 

The I Don't Cares, Wild Stab.

 

Após encontrar na cave de Paul Westerberg (The Replacements) muitos temas escritos ao longo dos anos mas nunca utilizados, Juliana Hatfield (um dos ícones da década de 1990) convenceu-o a formar uma banda com ela. O resultado é ligeiramente desconexo mas totalmente isento de pretensiosismo: dezasseis temas low-fi, com arestas por polir, que soam mesmo a material gravado numa cave, em dias de descontracção.



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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016
Música recente (54)

 

Angel Olsen, álbum My Woman.

 

Da indie ao rock quase puro (i.e., retro), a palete de Olsen continua a expandir-se.



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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016
Música recente (53)

 

Conor Oberst, álbum Ruminations.

 

Um dos trabalhos mais intimistas, minimalistas e pessimistas de Oberst, composto em Omaha no Inverno passado enquanto ele recuperava de "laringite, ansiedade e exaustão", e gravado em 48 horas.



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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016
Música recente (52)

 

M.I.A., álbum AIM.

 

A dificuldade de muitos artistas com mensagens políticas radicais é conseguirem conjugá-las com o desejo, tão humano, de estrelato (ou, numa versão mais benigna, de atingirem um público vasto). Houve uma época em que a raiva de M.I.A. parecia genuína. Hoje, encontra-se demasiado estilizada para convencer plenamente. Há boas canções em AIM (a do vídeo acima, por exemplo), mas também há (demasiadas) canções fracas e, acima de tudo, nenhuma constitui um desafio, lírica ou musicalmente; em nenhuma o ouvinte sente o desconforto de ver a sua mundividência posta em causa.



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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016
Música recente (51)

 

Wilco, álbum Schmilco.

 

Um dos trabalhos mais acústicos e intimistas dos Wilco. As letras exprimem confusão, nostalgia, por vezes até mesmo depressão, mas também uma subtileza e ironia muito particulares (I hope you find someone to lose, someday). A música adiciona a esperança.



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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016
Música recente (50)

 

 Jenny Hval, álbum Blood Bitch.

 

 Eu sei, estamos em tempo de Natal, de músicas expansivas, com sininhos e mensagens de optimismo... Mais ou menos isto, creio. (Não estou a ironizar assim tanto: há imensa beleza e algum optimismo nos sons densos e nas letras carregadas de sangue, sexo e solidão que a norueguesa Hval incluiu neste trabalho. Assim de repente, Period Piece pode até ser o único tema alguma vez escrito no qual uma mulher admite encontrar conforto no espéculo do ginecologista: Some people find it painful / But all I feel is connected. OK.)



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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
Música recente (49)

 

Rita Redshoes, álbum Her.

 

Uma sonoridade expansiva, cinematográfica, que remete para outras décadas e combina na perfeição com a voz límpida de Rita. Encontro-lhe um ponto negativo: aqui e ali, o optimismo e a força de vontade expressos nas letras resvalam para o lugar-comum (sou mulher / sem vergonha de vencer / eu aprendo ao viver / e não mudo o meu caminho). Pela primeira vez, alguns temas (quatro) são em português.



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