como sobreviver submerso.

Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
Música recente (133)

 

Emily Haines & The Soft Skeleton, álbum Choir of the Mind.

 

 Colaboradora dos Broken Social Scene, vocalista dos Metric, Haines lança um segundo álbum sob o nome Emily Haines & The Soft Sketleton. Como o primeiro, de 2006, mostra a faceta mais suave e contemplativa da canadiana.

 

 



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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
Música recente (132)

 

Myrkur, álbum Mareridt.

 

A dinamarquesa Amalie Bruun mistura ruído extremo com sonoridades que remetem para as paisagens e lendas nórdicas. Aqui e ali faz pensar numa versão black metal de Björk («Myrkur» até é um termo islandês que significa «escuridão»), mas globalmente encontrar-se-á mais próxima de gente como Chelsea Wolfe, que colaborou em dois temas (entre os quais este).


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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017
Música recente (131)

 

Alvvays, álbum Antisocialites.

 

É mais difícil fazer boa pop do que muitos crêem. Em 2014, os canadianos Alvvays acrescentaram uma pitada de distorção ao som típico da Califórnia. Agora apuram a receita.



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Terça-feira, 12 de Setembro de 2017
Música recente (130)

 

The National, álbum Sleep Well Beast.

 

Desde Boxer, os The National têm executado variações sobre um estilo que talvez pudesse apelidar-se de crooner-depressivo. O novo álbum não traz mudanças substanciais, mas inclui algumas mudanças de ritmo que, se não consubstanciam um regresso aos tempos de Alligator, sacodem um pouco a letargia (viciante) dos últimos anos.



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Sexta-feira, 8 de Setembro de 2017
Música recente (129)

 

Matt Pond PA, álbum Still Summer.

 

With leaves on the floor, tell me there's more time left, canta-se em A Spark. Matt Pond sempre gostou de usar as estações do ano não apenas como suporte óbvio para a melancolia gerada pela passagem do tempo mas também como símbolos de diferentes estados de alma. A Primavera é o tema central do EP Spring Fools, de 2011, enquanto o Inverno mereceu destaque no EP Winter Songs, de 2005, e no álbum Winter Lives, do final do ano passado. O Verão já antes fora mencionado (por exemplo, no tema Summer is Coming, incluído no álbum The Nature of Maps, de 2001), mas agora é o tema central. Ou se calhar não tanto assim. Afinal, trata-se de um Verão a acabar. A música explora aquela sensação agridoce que encaixa perfeitamente no início de Setembro. Aquela luta entre o desejo de aproveitar o Sol que resta e a tristeza já instalada. Sim, ainda é Verão, mas está por dias.

 



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Terça-feira, 5 de Setembro de 2017
Música recente (128)

 

Queens Of The Stone Age, álbum Villains.

 

Também aqui, as opiniões extremam-se. Quem detesta atira os adjectivos «dançável» e «acessível» em jeito de insulto. Quem gosta celebra o facto de o álbum ser diferente dos anteriores. Estou no segundo campo. Convenhamos três coisas: o hard rock tradicional está um nadinha gasto; Josh Homme é um tipo corpulento mas, no timbre de voz e na pose, sempre foi possível detectar sensibilidades pouco habituais - mas bem-vindas - no género; a capacidade de reinvenção por parte de gente com carreiras longas e plenas de sucesso é rara mas deliciosa. Villains pode até não ser o álbum mais perfeito dos QOTSA (considerando a existência de Rated R e Songs For the Deaf, só o tempo o dirá), mas é pelo menos o mais variado, arriscado e inovador.

 

 



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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
Música recente (127)

 

Ani DiFranco, álbum Binary.

 

DiFranco tem um longo historial de independência e opiniões fortes. Binary é mais suave e menos experimentalista do que alguns dos seus álbuns anteriores, mas permanece exigente e iconoclasta. Como em trabalhos de outros autores saídos recentemente, nota-se uma preocupação com a desintegração do conceito de comunidade.



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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017
Música recente (126)

 

Grizzly Bear, álbum Painted Ruins.

 

Um álbum delicado, em torno de vulnerabilidades e desencanto, que sofre ligeiramente por acrescentar pouco aos trabalhos anteriores dos Grizzly Bear.



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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Música recente (125)

 

Cloakroom, álbum Time Well.

 

A desilusão e a cólera dos norte-americanos do Midwest têm sido alvo de análises, incompreensões e ataques variados. Sem as mencionar explicitamente, o segundo álbum deste trio de Michigan City, Indiana, parece querer ajudar a explicá-las, montando paisagens sonoras onde os momentos de beleza exsudam angústia e raiva, onde a paz (há momentos em que quase se vêem as nuvens a percorrer o céu) se mistura com o medo e onde a nostalgia é - como sempre - uma prisão e um conforto.

 



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Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
Música recente (124)

 

Tow'rs, álbum Grey Fidelity.

 

Um excelente balanço entre pop e folk, vindo de Flagstaff, no Arizona.



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Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
Música recente (123)

 

Dale Crover, álbum The Fickle Finger of Fate.

 

O baterista dos Melvins apresenta um conjunto de 20 temas - muitos dos quais apenas esboços sonoros com menos de 60 segundos - em que a faceta heavy se deixa contagiar por uma sensibilidade pop - e também por pura extravagância. Honestamente, tão depressa parece genial como absurdo. Mas - ei - ainda estamos na silly season, não é verdade?



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Terça-feira, 15 de Agosto de 2017
Música recente (122)

 

Joywave, álbum Content.

 

Ao segundo álbum, os nova-iorquinos continuam a fazer pop/rock à base de sintetizadores, mas reforçam a componente ambiental, mantendo quase sempre uma contenção admirável. E depois há a ironia do vídeo abaixo.

 

 



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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017
Música recente (121)

 

Randy Newman, álbum Dark Matter.

 

Aos setenta e três anos de idade, quarenta e nove após lançar o primeiro álbum, Newman - ultimamente mais dedicado a bandas sonoras para a Pixar e similares - relata encontros póstumos entre Sonny Boy Williamson e Aleck Miller (AKA Sonny Boy Williamson II), organiza debates entre ciência e fé, imagina os Kennedy a planear a invasão da Baía dos Porcos, pondera a razão por que foi escolhido pela mais bela mulher que alguma vez encontrou e delicia-se a satirizar Vladimir Putin.
 

 



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Terça-feira, 8 de Agosto de 2017
Música recente (120)

 

Nine Inch Nails, EPs Not The Actual Events e Add Violence.

 

Há temas dos Nine Inch Nails que me são perigosos. Mr. Self Destruct, abertura do seminal The Downward Spiral, invade as convoluções do meu cérebro como uma droga extraída do pólen de uma planta carnívora. Sob a sua influência, receio mutilar-me com todo o prazer ou - alerta aos guardiães do politicamente correcto - começar a destruir propriedade pública. The Perfect Drug, da banda sonora de The Lost Highway, levou-me a fazer algo que raramente faço: comprar uma banda sonora (há por lá outras coisas boas). Aos longos dos anos, a raiva depressiva de Trent Reznor apresentou flutuações. Nestes dois EPs (um lançado há meses, o outro há um par de semanas), surge razoavelmente intensa - e variada: os dez temas (cinco por EP) incluem momentos de tensão reprimida e momentos de catarse. No que me diz respeito, é capaz de ser boa ideia ir ao YouTube assistir a vídeos de gatinhos.
 



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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017
Música recente (119)

 

Manchester Orchestra, álbum A Black Mile to the Surface.

 

Num registo mais intimista do que em trabalhos passados (ainda que por vezes as guitarras subam de tom), cheio de temas complexos e bem escritos (ainda que por vezes não inteiramente originais), A Black Mile to the Surface prova que os Manchester Orchestra, nascidos há 13 anos, mereciam uma audiência maior.

 



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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017
Música recente (118)

 

Arcade Fire, álbum Everything Now.

 

Ora bem. Humm... Há excelentes momentos em Everything Now. A sério. Momentos, no plural. Ainda assim... Em 2005, por alturas de Funeral, os Arcade Fire misturavam sons de forma simultaneamente exuberante e melancólica, mantendo, por entre referências ao passado, vontade de experimentar coisas novas. Já se notava pose, mas ficava submersa no caleidoscópio que a música - e a presença em palco - assegurava. Em 2017, as coisas estão um tudo-nadinha diferentes. A pose aumentou e a sonoridade fechou-se. Aqui e ali, Everything Now parece uma colaboração - bem feitinha e empenhada, sem dúvida - entre os Abba e os Bee Gees, destinada a concorrer ao Festival da Eurovisão (na versão pop-disco dos anos 70, não na versão indie-emo-nerd que tanta alegria deu aos portugueses em 2017). Se não acreditam, verifiquem o tema que dá título ao álbum (nem arranjei coragem para inserir aqui o vídeo). Ora os Abba e os Bee Gees, excelentes como eram a debitar melodias orelhudas, não estão no Top 10 das minhas bandas favoritas. Nem no Top 20. Nem no Top 100. Pelo que... Mas Everything Now tem coisas boas. Mesmo. Só não é - como Will e Régine pareciam pretender - uma crítica aos tempos actuais, de emoções formatadas e reacções instantâneas. Nem sequer uma crítica irónica. Na sua (involuntária) superficialidade, acaba a parecer celebrá-los.

 



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Sexta-feira, 28 de Julho de 2017
Música recente (117)

 

Japanese Breakfast, álbum Soft Sounds from Another Planet.

 

Em 2013, Michelle Zauner, vocalista da banda Little Big League, regressou a casa, no Oregon, para tratar da mãe, doente com cancro. O projecto Japanese Breakfast nasceu dos temas então compostos, mas Psychopomp, o primeiro álbum, foi apenas lançado em 2016, já após a morte da mãe. O álbum tinha uma sonoridade lo-fi e misturava ritmos e emoções, fugindo - assumidamente - a sentimentalismos excessivos. Soft Sounds from Another Planet é a evolução lógica: menos lo-fi, mais trabalho de estúdio; menos ligações a um acontecimento específico, mais projecto em fase de amadurecimento.


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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Música recente (116)

 

Terry, álbum Remember Terry.

 

O segundo álbum do quarteto australiano apresenta mais uma mistura de pop, indie e psicadelismo, em modo low-fi. São canções que poderiam ser cantadas à volta de uma fogueira no meio de lugar nenhum - se à volta de uma fogueira no meio de lugar nenhum fosse fácil arranjar electricidade.

 

(Não, não percebo o vídeo. Juro que, pelo menos da minha parte, não é publicidade encapotada.)



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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017
Música recente (115)

 

Haim, álbum Something to Tell You.

 

Há inteligência e bom gosto na música das Haim, mas confesso um problema com a maioria dos temas: gosto imenso deles durante o primeiro minuto, um pouco menos no decorrer do segundo, tenho fortes dúvidas no terceiro e já não os suporto ao quarto. A tendência das manas para repetirem refrões ad nauseum, em ritmo e/ou oitava ligeiramente diferente, terá algo a ver com o assunto. Ou então o defeito é meu.



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Terça-feira, 18 de Julho de 2017
Música recente (114)

 

Waxahatchee, álbum Out in the Storm.

 

A norte-americana Katie Crutchfield (Waxahatchee é o nome de um rio de 35 km no Alabama) puxa a indie para o lado do rock e assina o seu trabalho mais expansivo.



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Sexta-feira, 14 de Julho de 2017
Música recente (113)

 

Broken Social Scene, álbum Hug of Thunder.

 

Há meia dúzia de anos, na Sala 2 da Casa da Música, rodeado por cerca de uma dezena de companheiros, entre os quais uma Lisa Lobsinger loura, descalça, ligeiramente imaterial (o meu cérebro já não é o que era, mas há visões indeléveis), Kevin Drew, vocalista principal e centro de gravidade dos Broken Social Scene, descobriu que as calças o apertavam. Sem hesitar, despiu-as e fez grande parte do concerto em boxers (cinzentos). Como outras bandas canadianas que enchem o palco de gente e de som - The New Pornographers, Arcade Fire dos primeiros tempos -, os Broken Social Scene são uma demonstração de harmonia nascida das diferenças - ou mesmo do caos aparente: há instantes em que a unidade da música parece ir desintegrar-se, mas tal nunca sucede. No álbum que lançaram há exactamente uma semana - o primeiro após a digressão que passou pela Casa da Música -, colaboraram 15 elementos, entre os quais Leslie Feist (yay). Hug of Thunder terá menos instantes de caos controlado do que outros trabalhos, mas, na luta contra o desânimo que sempre constituiu a coluna dorsal da sonoridade dos BSS, trata-se de um marco fundamental. Aos lamentos e protestos (em Protest Song, admite-se que We're just the latest in the longest rank and file that's ever to exist in the history of the protest song), sobrepõe-se a noção de que é necessário redireccionar os interesses das pessoas e reforçar o conceito de comunidade. Sem deprimir ou moralizar, antes incentivando e dando esperança: os maus tempos hão-de passar.

 

(Adenda: o tema que dá título ao álbum - vídeo abaixo - é desde já uma das minhas canções do ano.)

 



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Terça-feira, 11 de Julho de 2017
Música recente (112)

 

Os Quatro e Meia, álbum Pontos nos Is.

 

Houve, lá para os lados da minha casa colectiva, quem os tivesse descoberto há perto de um ano; contudo, apenas no final do mês passado ficou disponível o primeiro álbum d'Os Quatro e Meia (o nome advém da circunstância, bastante digna de registo, de um elemento da formação original ser significativamente mais baixo do que os outros quatro). Este tema parece-me muito adequado ao Verão, mas receio que o vídeo cause problemas ao tal meu colega de blogue (perdoa-lhes, Diogo: eles descobriram os óculos de sol e as miúdas com peito avantajado.)


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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017
Música recente (111)

 

Gragoatá, álbum Gragoatá.

 

Um primeiro álbum, simples e inteligente, de um trio de cariocas onde se destaca mais uma voz feminina límpida (será da pronúncia brasileira?). 



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Terça-feira, 4 de Julho de 2017
Música recente (110)

 

Cigarettes After Sex, álbum Cigarettes After Sex.

 

A sonoridade adequar-se-á mais às noites de Inverno, e ouvir os dez temas de seguida pode revelar-se uma experiência repetitiva, mas existe muito que apreciar no primeiro álbum da banda de Greg Gonzalez, nascida em El Paso em 2008 e tornada conhecida através da Internet. Para os não fumadores (como eu), a languidez da música e imagens como kisses on the foreheads of the lovers wrapped in your arms são mais do que suficientes para apreender o espírito da coisa.



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Sexta-feira, 30 de Junho de 2017
Música recente (109)

 

Marika Hackman, álbum I'm Not Your Man.

 

Ao segundo álbum, Hackman mostra-se mais aberta e confiante. As letras contêm ironia, por vezes feroz, e a sonoridade aproxima-se do grunge, fazendo-me pensar num cruzamento entre as L7 e os Radiohead por alturas de My Iron Lung.



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Terça-feira, 27 de Junho de 2017
Música recente (108)

 

Algiers, álbum The Underside of Power.

 

As fronteiras da distopia, em época de extremismos e paranóia.



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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017
Música recente (107)

 

Fleet Foxes, álbum Crack-Up.

 

Gostei bastante do primeiro álbum (Fleet Foxes, de 2009), gostei menos do segundo (Helpleness Blues, de 2011). Crack-Up vale a pena, mas permitiu-me confirmar a existência de um factor que receio ser inultrapassável: a voz de Robin Pecknold irrita-me à brava.



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Terça-feira, 20 de Junho de 2017
Música recente (106)

 

Lorde, álbum Melodrama.

 

Uma surpresa aos dezassete anos de idade, uma confirmação aos vinte. Na música como noutras artes, há imensa gente tentando descrever as ansiedades, as raivas e as desilusões experimentadas no final da adolescência e na transição para a idade adulta. Lorde está entre as pessoas que melhor o conseguem fazer. Melodrama é um álbum mais maduro do que Pure Heroine. Isto torna-o menos surpreendente, mas também mais completo. Ao longo dos 11 temas, passa-se da descoberta à reclusão, da alegria à tristeza, da irreverência à decepção, sem quaisquer indícios do histrionismo que o título poderia deixar antever.



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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017
Música recente (105)

 

Big Thief, álbum Capacity.

 

Há mais catarse neste segundo álbum, mas a capacidade para contar histórias mantém-se.



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Terça-feira, 13 de Junho de 2017
Música recente (104)

 

London Grammar, álbum Truth is a Beautiful Thing.

 

Quiçá um tudo-nada excessivamente depressivo, o segundo álbum dos londrinos não deixa de confirmar a envolvência da sua música e o poder da voz de Hannah Reid. 



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