como sobreviver submerso.

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015
Yanis C. (ou talvez Mário Teixeira dos Santos)

Convém deixar claro: Mário Centeno, que tantos consideravam moderado, sensato e, acima de tudo, competente, desliza de reunião em reunião atrás de António Costa, avalizando esta tragicomédia.



publicado por José António Abreu às 10:27
link do post | comentar | favorito

Domingo, 4 de Outubro de 2015
Das viabilizações

Do discurso de António Costa parecia retirar-se que os vencedores apenas teriam condições para governar se o fizessem com as políticas do derrotado. No fundo, a rábula habitual do PC e do Bloco que, no PS, dificilmente poderia ser levada a sério. Quando, em meados de 2016, fosse possível efectuar novas eleições, os socialistas pagariam um preço altíssimo por terem mergulhado o país no caos. Passos e Portas sabem-no. Na fase de perguntas e respostas, Costa mostrou também o saber.



publicado por José António Abreu às 23:23
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015
Talvez a maior façanha de António Costa nesta campanha

Ter cingido as opções de voto útil de qualquer pessoa sensata à que poderá evitar a chegada ao poder do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda.



publicado por José António Abreu às 10:05
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 15 de Setembro de 2015
Das saudades da «asfixia democrática»

 

Ao caso Sócrates pode responder-se com a teoria que o próprio tem avançado: perseguição política. (Na situação dele, é compreensível; que tantos outros socialistas «ilustres» usem o argumento mostra bem como estão habituados a que o sistema de Justiça seja controlável.) O caso GES pode tentar justificar-se com desejo de vingança, tão alinhado com o governo socialista Ricardo Salgado se revelou. Fica mais difícil atribuir o caso dos Vistos Gold e a constituição como arguido do ex-ministro Miguel Macedo a manobras governamentais. Na verdade, por muitos defeitos que possam apontar-se a este governo, tudo indica que, no que respeita à corrupção, o sistema de Justiça funciona hoje bastante melhor do que nos tempos dos governos PS. O mérito do actual governo pode até não passar da nomeação de uma Procuradora Geral da República à altura das responsabilidades do cargo (outras medidas, como a reorganização do mapa judiciário, são aqui pouco relevantes) mas hoje investiga-se e preparam-se acusações sem que os magistrados envolvidos sejam penalizados ou forçados a destruir meios de prova. Os socialistas, claro, não gostam disto nem que se fale disto. Por isso fazem estardalhaço quando um programa televisivo pretende debater o sistema de Justiça e a actuação do Ministério Público. Por isso se mostram escandalizados - uma especialidade da esquerda - quando Paulo Rangel diz o que, no fundo, toda a gente pensa.

 

E grande parte da comunicação social dá-lhes cobertura. Uma agremiação curiosa, a comunicação social e os seus comentadores mais ou menos profissionais. Tanto quanto se percebe, não houve por parte do actual governo qualquer tentativa séria para a controlar. Miguel Relvas, ainda ministro, telefonou para o Público ameaçando com represálias no caso da publicação de uma notícia e o marido da ministra das Finanças ameaçou por sms «ir aos cornos» a um seu ex-colega do Diário Económico, numa reacção tão destrambelhada que se tornou anedota (e que lhe valeu até agora um termo de identidade e residência), mas não foram instaurados processos por delito de opinião nem parecem ter sido montados esquemas para, em conluio com grupos económicos privados, comprar canais de televisão ou jornais, de modo a controlar-lhes a linha editorial. Na RTP (um problema mais adiado do que resolvido, que os cidadãos pagam todos os meses), o governo instituiu um modelo de gestão independente, similar ao da BBC, que resultou na nomeação para o conselho de administração de gente tão alinhada com Passos e Portas como Nuno Artur Silva. E, no entanto, a maioria da comunicação social (começando pelos órgãos de dois grupos pretensamente capitalistas - Sonae e Impresa) e dos comentadores apoia claramente o PS, ainda que António Costa, embalado pelo facto de uma postura agressiva lhe ter valido - de acordo com esses mesmos comentadores - a vitória no debate com Passos, mostre no vídeo acima como existe em cada socialista um «animal feroz» prestes a saltar sempre que alguém faz as perguntas certas. (OK, talvez não em Guterres.) Pelo que das duas, uma: ou imensos jornalistas e comentadores sofrem de síndrome de Estocolmo e têm saudades dos anos em que eram maltratados (o que, configurando uma condição médica, tem que se desculpar - mas, por favor, procurem tratamento) ou estão de tal modo comprometidos ideologicamente (e talvez socialmente, que Passos sempre foi um outsider nesta coisa tão importante dos círculos bem-pensantes - e quiçá apenas por isso o GES não tenha sido salvo) que merecem não apenas a pressão que um eventual governo socialista venha a aplicar sobre eles no futuro como o crescente desinteresse que a generalidade do público, fora da histeria das redes sociais ou das acções de campanha, parece revelar pelas «informações» e opiniões que transmitem.


publicado por José António Abreu às 12:02
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015
As quatro diferenças
O líder socialista sublinhou “quatro diferenças” do PS em relação ao PSD":

- o “virar a página da austeridade” (expressão um tudo-nada gasta mas sempre bonita, com laivos de poesia varoufakiana);

- “a prioridade ao investimento no conhecimento e na inovação” (perdoe-se-lhe a falta de inovação e reze-se para que não venham aí mais 'Magalhães');

- a “sustentabilidade da Segurança Social” (cuja reforma se recusa, cujas receitas se diminuirão);

- e o “patriotismo na Europa” (um conceito magnífico, certamente extraído das teias de aranha de um baú atulhado com aqueles nacionalismos balofos que - muitas vezes, justamente - a esquerda costumava associar à direita, abarrotando de potencial para resolver todos os problemas da nação).



publicado por José António Abreu às 15:04
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 10 de Julho de 2015
Meu caro (ficá-lo-á especialmente se ganhar as eleições) Dr. Costa:
Já que, por inexistência de alternativa convincente, promete rever a questão das portagens na Via do Infante, permita-me que lhe pergunte, certo de que tanto o seu conhecimento como a sua experiência extravasarão em muito as ruas de Lisboa e as estradas do Algarve (ou talvez "Allgarve", como pretendia um seu colega): Conhece a alternativa à A25? E à A28? E à A29?

Muito obrigado. Cumprimentos.



publicado por José António Abreu às 20:39
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 28 de Maio de 2015
O preço das coisas

Na semana passada, por entre uma miríade de outras promessas, António Costa garantiu ir colocar os interesses dos inquilinos à frente dos dos senhorios. Nesse sentido, aliciou os primeiros com limitações à subida das rendas e ameaçou os segundos com obras coercivas em caso de degradação dos imóveis. Do ponto de vista eleitoral (diga-se o que se disser, ainda e sempre sinónimo de «os fins justificam os meios»), tem lógica: existem mais inquilinos do que senhorios e parecer defender os pobres contra quem os explora (sim, já vamos aqui: para o PS, os senhorios são oficialmente exploradores capitalistas) é uma atitude que recolhe sempre alguma simpatia instintiva. Na prática, as ideias de Costa são não apenas contraditórias mas contraproducentes: impedido de obter um rendimento adequado, nenhum senhorio se predisporá a manter os imóveis em boas condições. No limite, preferirá mantê-los devolutos. Cai-se desta forma no problema que foi levando à degradação das cidades portuguesas e que apenas este governo atacou, com uma lei das rendas passível de críticas mas ainda assim melhor do que praticamente tudo o que a antecedeu (expressão que define quase toda a acção do actual governo).

Mas pior é o PS não se ficar pelas rendas. Seguindo uma velha tradição socialista (frequentemente reforçada por partidos que se afirmam outras coisas - entre os quais PSD e CDS), aplica esta lógica e impõe estas consequências a muitas outras áreas. Costa e os socialistas acham mesmo que forçar preços irrealistas, umas vezes pelo lado da limitação administrativa dos mesmos, outras pelo lado da imposição de custos acrescidos (energéticos, salariais, contributivos), outras ainda por ambas as vias em simultâneo (como no caso das rendas), não gera consequências negativas. Obviamente, estão enganados.

E pior ainda é o problema ultrapassar em muito os devaneios populistas de António Costa e as dificuldades de Portugal. A política de juros negativos e de aumento de balanço dos Bancos Centrais (que, no que respeita ao BCE, a esquerda tende a considerar insuficiente) segue a mesma lógica implícita: evitar aquilo que os anglo-saxónicos chamam price discovery, ou seja, a aplicação do preço adequado para cada bem e serviço. O que os Bancos Centrais vêm fazendo, pressionados por governos e partidos variados, é estimular o aumento da dívida numa economia que já está afogada nela e em que, por efeito dos juros absurdamente reduzidos, quase tudo tem um valor altamente «alavancado» (para usar um termo na moda). Torna-se, aliás, curioso seguir a evolução da cotação das principais moedas em relação ao dólar. As variações ocorrem não tanto por existirem dados concretos provindos da economia «real» (se é que o conceito ainda tem razão de ser) mas consoante os comentários de responsáveis da Reserva Federal norte-americana ou do BCE são mais optimistas ou mais cautelosos, num jogo que parece ter feito nascer uma nova categoria de exegetas, permanentemente ocupados a tentar detectar indícios em palavras muitas vezes banais. Mas o modo como a Reserva Federal vem adiando o início do processo de normalização das taxas de juro mostra bem quão armadilhado se encontra o terreno (de vez em quando, alguém até fala na necessidade de um quarto programa de Quantitative Easing nos EUA). De tal modo que alguns bancos comerciais, assustados, já vieram pedir mais regulação, no fundo admitindo que não conseguem travar a bola de neve. E Draghi, por entre profissões de fé na melhoria da situação europeia, vai alertando que nenhum estímulo resultará se não for acompanhado por reformas estruturais da economia.
Nada disso importa. Para Costa e Galamba, para Tsipras, Varoufakis e Iglesias, para Nicolau Santos e Paul Krugman, para, no fundo, todos os que defendem que se continue a subir a parada, inventando ainda mais dinheiro que alguém algum dia terá de pagar, interessam acima de tudo a retórica, a ligeira folga proporcionada pelas taxas de juro negativas e a ilusão de um futuro em que, por magia e contra as evidências (demográficas, por exemplo), tudo se compõe (*). E isto torna ainda mais extraordinário que, em plena pré-campanha eleitoral, Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque não se coíbam de continuar a falar em medidas pouco agradáveis, como o corte de 600 milhões de euros nas despesas da Segurança Social. No Reino Unido, os eleitores preferiram a honestidade. Em Portugal, por muito que clamem contra as mentiras dos políticos, veremos se continuam afinal a preferir acreditar em promessas que só podem ter um de dois destinos: ser renegadas (como Passos Coelho foi forçado a fazer em 2011) ou contribuir para piorar a situação do país.

 

(*) Aquilo que vale para o Syriza vale, sob forma mais suave, para vários outros discursos políticos. Sempre que o apelo ao sonho e à utopia se tornam recorrentes, é sinal que os mecanismos regressivos estão a funcionar. A realidade tende a eclipsar-se ou a dissolver-se no próprio discurso, deixando, em termos práticos, de existir. O discurso basta-se a si mesmo e, por um passe de mágica, pretende ser a prova da sua própria justeza. É regressão mesmo. E é também deprimente.

Paulo Tunhas, no Observador.


publicado por José António Abreu às 13:14
link do post | comentar | favorito

Sábado, 28 de Março de 2015
Quem é (ou, vá, era) amiguinho do BES?
Câmara Municipal de Lisboa permite que empresa ligada ao BES construa quase o dobro do que o dono anterior.


publicado por José António Abreu às 09:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Terça-feira, 24 de Março de 2015
Notas rápidas
Estamos em tempo de invenção de polémicas. Qualquer dia, basta um ministro espirrar mais intempestivamente (o que me recorda algo). Agora foi a expressão «cofres cheios», de Maria Luís Albuquerque. Felizmente Tsipras e Varoufakis continuam por aí, chamando-nos a atenção para o quão preferível é tê-los vazios.

 

O socialista Henrique Neto avança para uma candidatura à presidência. Costa diz que lhe é indiferente, o que já significa muito. Vários apoiantes de Costa (e de Sócrates) são menos subtis. Augusto Santos Silva, sempre elegante, apelida Neto de «bobo». José Lello prefere chamar-lhe «Beppe Grillo» (nas entrelinhas, «palhaço», mostrando existir um elevado grau de coordenação no PS oficial, pelo menos em relação a certos temas). As reacções entendem-se: concorde-se ou não com todas as suas ideias (eu não aprecio uma certa visão dirigista que ele tem do Estado), Henrique Neto nunca se coibiu de criticar as políticas dos governos Sócrates. Para este PS, é bom que o presidente seja socialista – mas não que tenha ideias próprias e, pior, topete suficiente para as exprimir (algo que Guterres, lá do seu cargo dourado, nunca fez, e Vitorino - bom, fiquemos pelo «habituem-se» de 2005).

 

António Costa está claramente em modo de campanha, aparecendo um pouco por todo o país. Suponho que, para além de se gerir sozinha, a Câmara de Lisboa continua a pagar-lhe o salário. Fosse Costa líder do PSD ou do CDS e estaria a ser crucificado pelas mentes bem-pensantes que infestam as televisões.

 

Entretanto, Carlos César garante que um governo do PS compensará os lesados do BES. Enternece ver socialistas prometerem pagar prejuízos privados com dinheiros públicos. Mas não surpreende: já o fizeram no caso do BPN. Quaisquer esperanças de que tivessem aprendido a lição acabam de se esfumar. Uma das maiores mágoas de Ricardo Salgado só pode ser não ter encontrado António Costa como primeiro-ministro quando precisou de dinheiro público para salvar o grupo.


publicado por José António Abreu às 10:19
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 6 de Março de 2015
Meia dúzia de notas

1. Não abordei até agora o caso da falta de pagamento das contribuições devidas por Passos Coelho à Segurança Social entre 1999 e 2004 porque não vejo razões para defender quem não cumpre as suas obrigações nem para atacar quem, apesar de tudo, incorreu no que classifico como um delito menor, partilhado por muitos milhares de portugueses (desconhecendo a obrigação, eu próprio andei uns meses sem pagar as contribuições em 1993/94 e conheço várias pessoas que fizeram o mesmo, uma das quais durante dois anos - sem que nenhuma tenha sido alertada para a falha pelos serviços da Segurança Social).

 

2. Não, não é necessário ter um passado impoluto para, sendo governante, exigir um módico de cumprimento aos restantes cidadãos - até porque ninguém o tem. É necessário assumir os erros cometidos e mostrar que se aprendeu algo com eles. A reacção de Passos, atabalhoada, revela uma de duas coisas: ou está convencido de que reacções sinceras, não preparadas por spin doctors, o beneficiam (até por contraponto às contínuas encenações do primeiro-ministro que o antecedeu) ou necessita de despedir os spin doctors actuais e arranjar outros (melhores; muito, muito melhores). A reacção pública aconselha a segunda via.

 

3. Que muitas almas tenham visto na defesa de Passos Coelho uma alusão a Sócrates é normal. Que, por Sócrates estar preso, Passos estivesse impedido de afirmar nunca ter usado o cargo para benefício pessoal seria aberrante. Passos terá culpas pela situação em que se encontra mas não pelo facto do Ministério Público estar precisamente a acusar Sócrates de usar o cargo para, beneficiando empresas, ganhar milhões.

 

4. A discussão tem pelo menos dois méritos que ultrapassam a simples questão dos actos passados de um cidadão que chegou a primeiro-ministro. Um deles é permitir um princípio de debate em torno da hemorragia legislativa nacional (que potencia falhas e litígios), bem como da relação dos serviços do Estado com os cidadãos (antes, errática e autoritária; hoje, assertiva e autoritária). Que o governo apenas tenha executado mudanças superficiais nestas áreas (redução dos escalões do IRS, reforma do IRC, corte de subsídios) deveria dar azo a crítica. É, porém, necessário reconhecer que nem o aperto orçamental dos últimos anos nem a circunstância de, durante eles, ter ficado provado ser apenas constitucional aumentar taxas e impostos propicia abertura para tentar uma relação mais adulta com os cidadãos.

 

5. O outro mérito é invalidar o argumento de que há uma relação directa entre os descontos que se fazem e a pensão que se recebe, expresso frequentemente na ideia de que «a minha pensão não pode ser cortada porque o dinheiro é meu». Se assim fosse, ninguém para além do próprio seria penalizado pela falha de Passos Coelho e ela seria vista como pouco grave. Fica pois assumido que a lógica da Segurança Social não é particularmente diferente da que rege o sistema fiscal: as pessoas são forçadas a contribuir por razões comunitárias e até distributivas (se não entre escalões sociais, pelo menos entre as gerações no activo - sem garantias quanto aos valores que receberão - e as não activas - que beneficiam mais do esforço das activas do que da contribuição efectivamente realizada). É uma noção importante, a manter presente quando se voltar a discutir a reforma do sistema - e o Tribunal Constitucional tiver de se pronunciar sobre o assunto.

 

6. Finalmente, desejo exprimir solidariedade para com o PS. Não deve ser fácil ter o líder na prisão.



publicado por José António Abreu às 16:50
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015
Dr. Jekyll & Mr. Hyde
“Em Portugal, os amigos são para as ocasiões, e numa ocasião difícil em que muitos não acreditaram que o país tinha condições para enfrentar e vencer a crise, a verdade é que os investidores chineses disseram ‘presente’, vieram, e deram um grande contributo para que Portugal pudesse estar na situação em que está hoje, bastante diferente daquela em que estava há quatro anos”, disse António Costa.


publicado por José António Abreu às 16:50
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015
Do admirável mundo novo socialista ou nem por isso o ar está a ficar menos irrespirável
Primeiro, em nome do ambiente, dificulta-se a vida a todos os cidadãos sem posses para ter um automóvel recente e facilita-se a vida a todos os que têm. Depois oferecem-se excepções (e subsídios) a classes profissionais cujos veículos - pela utilização intensiva a que se encontram sujeitos - poluem muito mais do que qualquer veículo particular. Finalmente, estuda-se a implementação de um sistema de leitura automática de matrículas para cair em cima de eventuais prevaricadores (que, malandros que são os portugueses em geral e os dos arredores de Lisboa em particular, podem bem decidir usar a sua velha carripana em dia de greve dos transportes públicos).


publicado por José António Abreu às 10:48
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2015
Ora, cá vamos nós outra vez
Ora, o relançamento do setor da construção é absolutamente capital para o futuro do País.
António Costa
 

O relançamento do sector da construção é capital para duas coisas: gerar ilusões e voltar a dar a mão a empresários amigos. Claro que terá efeitos no futuro do país. Os conhecidos do passado.



publicado por José António Abreu às 14:17
link do post | comentar | favorito

Domingo, 10 de Fevereiro de 2013
A narrativa de António Costa

A narrativa da crise de António Costa parte de um pressuposto simples: as políticas seguidas em Portugal foram instigadas pela União Europeia e, portanto, esta tem a obrigação de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para nos ajudar. É uma narrativa que, condizendo com a tendência nacional para a desculpabilização (não por acaso tanta gente parece gostar de Costa):

1. Está errada: não foi a União Europeia que escolheu, delineou e implementou os projectos de investimento (as auto-estradas, os estádios, o Magalhães, as obras da Parque Escolar) nem que multiplicou observatórios, institutos e fundações, nem que autorizou prejuízos cada vez mais elevados nas empresas públicas, nem que fechou os olhos aos excessos do poder local e regional, nem que subiu prestações sociais e salários do sector público acima da taxa de crescimento económico.

2. Transforma Portugal num país de inimputáveis (parece que, com ou sem Troika, não temos vontade própria) e os governos Sócrates em fantoches de Bruxelas (nem a mim tal coisa me passaria pela cabeça).

3. Implica admitir que, fossem os estímulos bons ou maus, as políticas seguidas pelos últimos governos estavam erradas.

É mesmo isto que quer dizer, Dr. Costa?



publicado por José António Abreu às 00:23
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Movimento "Cidadãos por uma Lisboa Socialista"

Helena Roseta cedeu. O movimento "Cidadãos por Lisboa", que lidera, concorre às eleições para a Câmara de Lisboa integrado nas listas do PS. Esta coisa dos movimentos de cidadãos tem alguma lógica. Mas não quando as suas convicções são tão firmes (ou tão distintas) que rapidamente aceitam a integração num dos principais partidos em troca do proverbial prato de lentilhas. A ideia que ficou é que nas últimas horas Roseta e Costa andaram a discutir assuntos tão fundamentais como o lugar em que ela concorreria (segundo), se substituiria ou não Costa em caso de impedimento deste (a resposta é não), quantos elementos do movimento estariam em lugares elegíveis (dois, num total de quatro que integrarão as listas). Políticas para a cidade? Não ouvi nada. Aliás, não sei mesmo quais as diferenças fundamentais entre Costa e Roseta, pelo que esta coligação é capaz de fazer sentido. O movimento "Cidadãos por Lisboa" é que talvez não. Ah, esperem, vão concorrer autonomamente a algumas freguesias porque, segundo Roseta, é aí, no nível mais próximo dos cidadãos, que o movimento mais tem razão de ser. Suponho que ela ainda não leu a opinião da Maria Filomena Mónica sobre as Juntas de Freguesia (just for the record, eu também não sei quem é o presidente da minha). Assim como assim, Costa está de parabéns. Depois do "Zé", a Helena. Paulatinamente, está a aglutinar à sua volta todos os valorosos espíritos "independentes" que a cidade de Lisboa tem para oferecer. Com jeitinho, ainda vai buscar a Maria José Nogueira Pinto só para entalar o Santana e o Portas...



publicado por José António Abreu às 17:52
link do post | comentar | favorito

Sábado, 11 de Julho de 2009
O navio

Pode ser uma injustiça colocar as coisas nos termos em que o vou fazer no final deste post. António Costa sempre me pareceu um homem razoavelmente ponderado, longe do estilo histérico-acéfalo de outros socialistas durante estes quatro anos e meio de poder absoluto do PS. Ainda assim, as críticas recentes ao governo, reiteradas (por palavras e silêncios) na entrevista de hoje ao jornal i, surgem como tardias e oportunísticas. Enquanto Sócrates pareceu imbatível, tudo era perfeito ou, pelo menos, todas as queixas eram caladas. Só me ocorre dizer que  o navio socialista dá sinais de meter água e que os primeiros tripulantes começam a tentar abandoná-lo.



publicado por José António Abreu às 12:55
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 23 de Junho de 2009
I think I thaw a puthycat...

Pestanejo, engulo em seco, abano a cabeça. Será que acabo mesmo de ver e ouvir António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa e membro do secretariado nacional do Partido Socialista, declarar na SIC Notícias a propósito do túnel do Marquês «dizer que se fazem as obras e depois deixar as contas para os outros é uma coisa um bocado triste» e, citando Rui Rio, que «quem faz as obras é quem as paga»?

 

Sinto-me o Tweety perguntando-se se acabou de ver um puthycat. Pesquiso...

 

I did! I did! I thaw a puthycat! O i também refere a citação. Por favor, peçam a António Costa que explique a teoria a José Sócrates.

 



publicado por José António Abreu às 22:16
link do post | comentar | favorito

dentro do escafandro.
pesquisar
 
Novembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
15
17
18

20
22
24
25

26
27
28
29
30


à tona

Uma cronologia

É isto

O «fim» da austeridade, o...

Das questões verdadeirame...

Afinal nada de importante...

Um retrato da falência mo...

TSU e o mau da fita

Os coveiros da União Euro...

Rábulas

Ponto de divergência

Comentário sucinto à actu...

Costa vs. Costa

Falhanço

O PCP e o Bloco sabem?

Da lógica

Um dever

Esboço de orçamento para ...

O regresso dos maus da fi...

Virgem (apesar da «gering...

Eternos cultores do curto...

Do regresso à opacidade c...

Regresso à normalidade

Ou é bluff para PCP ver o...

Sinais

Treze gráficos

Estímulos

Cristalização de direitos

Rewind

Posições políticas, inter...

A esquizofrenia e o PS

reservas de oxigénio
Clique na imagem, leia, assine e divulgue
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!
tags

actualidade

antónio costa

blogues

cães e gatos

cinema

crise

das formas e cores

desporto

divagações

douro

economia

eleições

empresas

europa

ficção

fotografia

fotos

futebol

governo

grécia

homens

humor

imagens pelas ruas

literatura

livros

metafísica do ciberespaço

mulheres

música

música recente

notícias

paisagens bucólicas

política

porto

portugal

ps

sócrates

televisão

viagens

vida

vídeos

todas as tags

favoritos

(2) Personagens de Romanc...

O avençado mental

Uma cripta em Praga

Escada rolante, elevador,...

Bisontes

Furgoneta

Trovoadas

A minha paixão por uma se...

Amor e malas de senhora

O orgasmo lírico

condutas submersas
Fazer olhinhos
subscrever feeds