como sobreviver submerso.
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
Música recente (62)

 

Warpaint, álbum Heads Up.

 

Há uma incursão pela pop em New Song, o terceiro tema. De resto, o álbum mantém a sonoridade complexa e ligeiramente arrastada habitual nas Warpaint.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017
Imagens recolhidas pelas ruas: 256

Blogue_ruas96_Porto2016.jpg

 

Porto, 2016.



publicado por José António Abreu às 19:54
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
Música recente (61)

 

The XX, álbum I See You.

 

O título não podia ser mais adequado. Ao terceiro álbum, os XX sacodem (ainda que ligeiramente) a tendência para a introspecção e olham para fora.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017
Música recente (60)

 

Bat for Lashes, álbum The Bride.

 

Um álbum conceptual, de acesso não exactamente imediato, sobre uma mulher cujo noivo morre no dia do casamento. A ideia-base podia ter constituído receita para um conjunto intragável de lamentações, mas Natasha Khan é demasiado inteligente para cair nessa armadilha. Ainda assim, não será o trabalho ideal por onde começar a descobrir a música da londrina.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Domingo, 8 de Janeiro de 2017
Paisagens bucólicas: 87

Blogue_paisagem28_Aveiro2016.jpg

 

Ria de Aveiro, 2016.



publicado por José António Abreu às 19:55
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017
Música recente (59)

 

Sean Riley & The Slowriders, Sean Riley & The Slowriders.

 

O regresso, após quatro anos, de uma das bandas que me chegaram a fazer pensar haver uma ligação subterrânea entre Coimbra e o Sul dos Estados Unidos (as outras: D3Ö, Bunnyranch, os projectos de Paulo Furtado).



publicado por José António Abreu às 12:22
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017
Socialismo de Curto Prazo

O caso da TSU do salário mínimo ilustra bem os tempos em que vivemos. Uma medida que se traduz no aumento de poder de compra a curto prazo transporta consigo incentivos perversos de contenção dos salários mais baixos a médio e longo prazo. O acordo do salário mínimo é, na prática, uma política que defende uma economia de salários baixos.

Helena Garrido, no Observador.


publicado por José António Abreu às 09:28
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017
Música recente (58)

 

Steve Gunn, álbum Eyes on the Lines.

 

Suave, fluído, quase sempre com a guitarra em primeiro plano. Talvez o melhor álbum de 2016 para ouvir enquanto se conduz.

 

(Para além de Gunn, no vídeo surge o guitarrista Michael Chapman - bem como a casa deste, situada no condado inglês de Northumberland.)



publicado por José António Abreu às 12:22
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Domingo, 1 de Janeiro de 2017
Com o Douro por cenário: 80

Blogue_douro18_2016.jpg

 

Porto, 2016.



publicado por José António Abreu às 18:57
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Sábado, 31 de Dezembro de 2016
2016

A economia cresceu menos do que em 2015. O crescimento deveu-se não ao previsto aumento do consumo interno mas ao turismo e às exportações. Agora o governo diz que a aposta são o investimento e as exportações. Tudo indica que o crescimento permanecerá anémico.

A dívida pública aumentou. Apesar das medidas do BCE, as taxas de juro subiram, tanto no mercado primário como no secundário.

A operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos foi adiada para 2017. O processo incluiu uma tentativa governamental para contornar legislação existente. Seria mais grave noutros tempos.

Descontando operações de recapitalização de bancos, o défice público deverá baixar cerca de 0,5% em 2016 (contra uma média superior a 1,3% nos cinco anos anteriores). 0,3% dessa redução ficará a dever-se a um perdão fiscal a que o governo não gosta de chamar perdão fiscal. Além disso, as cativações permanentes subiram e os pagamentos em atraso provavelmente também.

Apesar da construção de hotéis e da abertura de espaços vocacionados para o turismo no centro de Lisboa e do Porto, o investimento caiu. Em percentagem do PIB, o investimento público caiu para níveis da década de 1950. Parece que até os socialistas entendem que é necessário apertar em algum lado. Há uns anos, quem imaginaria que o fizessem aqui?

A taxa de desemprego desceu. É uma boa notícia. Provavelmente teria descido mais com mais investimento. De preferência, privado.

Os impostos indirectos aumentaram. Em 2017 continuarão a aumentar.

Os «lesados» do BES vão ser salvos pelos contribuintes. Com um pouco de boa vontade, a Cornucópia também.

O sistema de Educação conseguiu bons resultados a nível internacional. A análise ainda não abrangeu as mudanças introduzidas pelo actual governo.

Na Concertação Social, o governo conseguiu um acordo para aumentar o salário mínimo. Logo a seguir, um ministro comparou os parceiros sociais a gado. Estes nem mugiram.

Marcelo viajou, falou e tirou selfies, viajou, falou e tirou selfies, viajou, falou e tirou selfies, viajou, falou e tirou selfies, viajou, falou e tirou selfies. Considerando que tomou posse apenas no início de Março, em 2017 deverá conseguir viajar, falar e tirar selfies ainda mais. Poderá ter problemas em manter taxas de crescimento significativas a partir de 2018.

A «geringonça» aguentou-se. Parabéns a António Costa. Bloco e PCP estão mais domados do que CDS alguma vez esteve. Como se viu no caso da TSU, até os termos dos «acordos de entendimento» já podem ser violados.

 

Mas, globalmente, parece que os portugueses andam satisfeitos. Óptimo. Sempre apreciámos o status quo. E, no fundo, estamos habituados à mediania.

Bom 2017.



publicado por José António Abreu às 11:12
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016
Música recente (57)

 

Justice, álbum Woman.

 

A electrónica de outro duo de franceses (i.e., não os Daft Punk), cantando em inglês, num vídeo que inclui uma actriz norte-americana e um carro japonês. A globalização ainda não perdeu a guerra.

 

(Colocar Susan Sarandon, de óculos escuros e cabelo solto, ao volante de um descapotável traz de volta certas memórias...)



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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016
O asfixiante mundo das boas intenções e a tendência para legislar sobre tudo o que mexe

Imaginemos uma fila para aquisição de bilhetes para um espectáculo muito concorrido e com os ingressos prestes a esgotar. Um idoso ou um portador de deficiência passa à frente de quem chegou primeiro?

Obviamente.

(...)

Porque é que o Governo entendeu legislar sobre esta matéria? Haverá uma generalizada falta de bom senso entre os portugueses? Porquê legislar e ter força de lei aquilo que por muitos é visto como bom senso?

A razão é exactamente essa. Esta é uma situação que é vista como bom senso e o bom senso como se costuma dizer é algo como o oxigénio ou o ar que respiramos: só sentimos a falta dele quando de facto não está lá.

Entrevista da Renascença à Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

 

Houve um tempo em que a esquerda afirmava acreditar na bondade humana; hoje, prefere desconfiar, controlar e punir. Bom senso seria legislar sobre o essencial e deixar em paz tudo o resto. Mas não apenas organismos públicos diversos e secretarias de Estado para a «Inclusão» têm de justificar a sua duvidosa razão de ser como o Estado vive da imposição e do controlo de regras. Quanto mais existirem, mais Estado pode existir.

Repare-se que a lógica da secretária de Estado é extensível a quase tudo. O bom senso também recomenda que não se ande pelas ruas em fato de banho durante o Inverno, que não se vá engripado a locais onde esteja muita gente, que se ajudem indivíduos à procura da rua x ou da praça y, que se modere o humor diante de desconhecidos, que não se ingiram (e que não se disponibilizem) produtos com elevados teores de açúcar, gordura ou álcool. Mas será necessário legislar sobre estes assuntos?

Os defensores da hemorragia legislativa acreditam que ela torna a sociedade mais justa e solidária. Na verdade, é mais provável que contribua para o aumento do nível de acrimónia. Em primeiro lugar, o excesso de legislação faz com que as pessoas sintam, justa ou injustamente, que os outros estão mais protegidos do que elas: há legislação conferindo privilégios a tantos grupos específicos e até a animais; que legislação se preocupa comigo? Em segundo, leva-as a sentirem-se menorizadas: ao Estado não basta informá-las de que determinado comportamento é preferível a outro; força-as a ele, plasmando-o em lei (a qual, reconheça-se - até um Estado gargantuesco tem limites -, fica muitas vezes por aplicar). Finalmente, converte gestos de boa vontade em imposições - e enquanto ceder voluntariamente o lugar numa fila gera satisfação, ser obrigado a fazê-lo dá azo a reservas e desconfianças. Não pode ser coincidência que, nas sociedades ocidentais, a leis cada mais «perfeitas» pareçam corresponder níveis de individualismo e de falta de cortesia cada vez mais elevados. Num ambiente em que todos os comportamentos se encontram legislados, a única liberdade reside no egoísmo.

É desta forma que, perante o aplauso de muitos e o silêncio indiferente, ignorante ou cobarde de muitos mais, o politicamente correcto se vai transformando em ditadura. Proíbem-se actos, proíbem-se palavras e, quando for possível ler pensamentos, proibir-se-ão todos os considerados impróprios. Sempre em nome de magníficos princípios, numa sociedade cada vez mais crispada.



publicado por José António Abreu às 08:55
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016
Música recente (56)

 

Carla Dal Forno, álbum You Know What It's Like.

 

Texturas sombrias e roufenhas onde a voz procura um lugar.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Domingo, 25 de Dezembro de 2016
Paisagens bucólicas: 86

Blogue_paisagem50_Estrela2016.jpg

 

Serra da Estrela, 2016 (ontem).



publicado por José António Abreu às 21:38
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016
Música recente (55)

 

The I Don't Cares, Wild Stab.

 

Após encontrar na cave de Paul Westerberg (The Replacements) muitos temas escritos ao longo dos anos mas nunca utilizados, Juliana Hatfield (um dos ícones da década de 1990) convenceu-o a formar uma banda com ela. O resultado é ligeiramente desconexo mas totalmente isento de pretensiosismo: dezasseis temas low-fi, com arestas por polir, que soam mesmo a material gravado numa cave, em dias de descontracção.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016
Música recente (54)

 

Angel Olsen, álbum My Woman.

 

Da indie ao rock quase puro (i.e., retro), a palete de Olsen continua a expandir-se.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Domingo, 18 de Dezembro de 2016
Das formas e cores: 35

Blogue_grafismo22_Porto2016_v2.jpg

 

Porto, 2016.



publicado por José António Abreu às 19:19
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016
Música recente (53)

 

Conor Oberst, álbum Ruminations.

 

Um dos trabalhos mais intimistas, minimalistas e pessimistas de Oberst, composto em Omaha no Inverno passado enquanto ele recuperava de "laringite, ansiedade e exaustão", e gravado em 48 horas.



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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016
Música recente (52)

 

M.I.A., álbum AIM.

 

A dificuldade de muitos artistas com mensagens políticas radicais é conseguirem conjugá-las com o desejo, tão humano, de estrelato (ou, numa versão mais benigna, de atingirem um público vasto). Houve uma época em que a raiva de M.I.A. parecia genuína. Hoje, encontra-se demasiado estilizada para convencer plenamente. Há boas canções em AIM (a do vídeo acima, por exemplo), mas também há (demasiadas) canções fracas e, acima de tudo, nenhuma constitui um desafio, lírica ou musicalmente; em nenhuma o ouvinte sente o desconforto de ver a sua mundividência posta em causa.



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Domingo, 11 de Dezembro de 2016
Gosto mais de praias desertas: 27

Blogue_praias6_SenhorPedra2016_v2.jpg

 

Senhor da Pedra, Vila Nova de Gaia, 2016.



publicado por José António Abreu às 19:16
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016
Música recente (51)

 

Wilco, álbum Schmilco.

 

Um dos trabalhos mais acústicos e intimistas dos Wilco. As letras exprimem confusão, nostalgia, por vezes até mesmo depressão, mas também uma subtileza e ironia muito particulares (I hope you find someone to lose, someday). A música adiciona a esperança.



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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016
Diário semifictício de insignificâncias (22)

Por um lado parece-me lógico, por outro paradoxal: não me lembro onde pus um cartão de memória.



publicado por José António Abreu às 17:22
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016
Música recente (50)

 

 Jenny Hval, álbum Blood Bitch.

 

 Eu sei, estamos em tempo de Natal, de músicas expansivas, com sininhos e mensagens de optimismo... Mais ou menos isto, creio. (Não estou a ironizar assim tanto: há imensa beleza e algum optimismo nos sons densos e nas letras carregadas de sangue, sexo e solidão que a norueguesa Hval incluiu neste trabalho. Assim de repente, Period Piece pode até ser o único tema alguma vez escrito no qual uma mulher admite encontrar conforto no espéculo do ginecologista: Some people find it painful / But all I feel is connected. OK.)



publicado por José António Abreu às 12:22
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
Momentos de compreensão

Blogue_ToThe Lighthouse.jpg

Saio dos melhores livros de Virginia Woolf com uma sensação de plenitude. Não recordo uma história, mas sei que o livro fez sentido. Cada frase, cada parágrafo, contribuiu para uma imagem global – e, neste caso, o termo «imagem» não é aleatório – que nenhuma sinopse tem o poder de encapsular. As melhores páginas de Virginia Woolf têm a lógica de uma melodia ou - cá vamos novamente - de uma pintura. Isto não acontece por acaso: Woolf deixou apontamentos que mostram a intencionalidade do efeito. Em The Waves (um livro difícil), a estrutura esforça-se por replicar os padrões do pensamento humano. Em Mrs. Dalloway e, acima de tudo, em To the Lighthouse (Rumo ao Farol), a intenção é mesmo replicar o efeito de uma pintura, na qual os detalhes podem revelar génio bastante para que se pare a analisá-los, mas onde acima de tudo interessa a sensação geral, frequentemente obtida aumentando a distância em relação à tela, num efeito similar a tantos acontecimentos na vida humana. A intenção é tão explícita que Lucie Briscoe, uma das personagens, vai realmente pintando um quadro enquanto observa o que se passa. No parágrafo final, termina-o. Encontrou uma imagem que, podendo não ter interesse nem fazer sentido para qualquer outra pessoa (ou até mesmo para ela, noutro instante), podendo transmitir uma mensagem difícil de aceitar (a da inutilidade da vida, por exemplo), fecha algo; permite um momento de compreensão. E não apenas todos os bons finais são momentos de compreensão como momentos de compreensão são tudo o que se pode desejar de uma pintura, de um livro, da vida.

 

Quickly, as if she were recalled by something over there, she turned to her canvas. There it was - her picture. Yes, with all its greens and blues, its lines running up and across, its attempt at something. It would be hung in the attics, she thought; it would be destroyed. But what did that matter?, she asked herself, taking up her brush again. She looked at the steps; they were empty; she looked at her canvas; it was blurred. With a sudden intensity, as if she saw clear for a second, she draw a line there, in the centre. It was done; it was finished. Yes, she thought, laying down her brush in extreme fatigue, I have had my vision.

(Lamento, mas não tenho uma versão em português.)

 

(Este é mais um texto inserido numa série sobre princípios e finais de livros, que decorreu no Delito de Opinião.)

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publicado por José António Abreu às 17:28
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Domingo, 4 de Dezembro de 2016
Imagens recolhidas pelas ruas: 255

Blogue_ruas73_Porto2001.jpg

 

Porto, 2001. 



publicado por José António Abreu às 20:05
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
Música recente (49)

 

Rita Redshoes, álbum Her.

 

Uma sonoridade expansiva, cinematográfica, que remete para outras décadas e combina na perfeição com a voz límpida de Rita. Encontro-lhe um ponto negativo: aqui e ali, o optimismo e a força de vontade expressos nas letras resvalam para o lugar-comum (sou mulher / sem vergonha de vencer / eu aprendo ao viver / e não mudo o meu caminho). Pela primeira vez, alguns temas (quatro) são em português.



publicado por José António Abreu às 12:22
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016
O ponto em que as boas intenções passam o limiar do bom senso

Blogue_homensMortos_2.jpg

 

Numa parede do Porto.

 

 

Na série britânica Love, Nina, adaptação de Nick Hornby de um livro de memórias de Nina Stibbe, há um momento em que alguém pinta desenhos obscenos nos passeios do bairro onde decorre a acção. Várias personagens reúnem-se em torno de um deles e debatem identidade e possíveis motivações do autor. George, a editora literária a que Helena Bonham Carter dá corpo, defende que, obviamente, terá sido um homem, porque as mulheres não andam por aí a fazer desenhos no pavimento; pelo menos, acrescenta, não em número estatisticamente relevante.

Olho para a frase acima e pergunto-me se George estaria certa - e, nesse caso, que diabo se passa na cabeça de um homem capaz de a escrever.

Claro que Love, Nina decorre no início da década de 1980. Talvez hoje em dia mais mulheres pintem coisas no chão e nas paredes. Não daria um grande sinal do rumo da evolução feminina (há actos tipicamente masculinos que, podendo remeter para instintos antigos de marcação do território, são hoje apenas estúpidos) nem faria com que esta mensagem ficasse aceitável, mas sempre a tornaria um pouco menos ilógica.

 



publicado por José António Abreu às 18:47
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
Música recente (48)

 

Christian Kjellvander, álbum A Village: Natural Light.

 

A música do sueco Kjellvander devia ser um segredo menos bem guardado. Leonard Cohen, Mark Lanegan e os Tindersticks andam por aqui.



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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016
França e o futuro da UE
A nomeação de François Fillon como candidato do centro-direita às eleições presidenciais francesas abre perspectivas interessantes. Se, como tudo parece indicar, for ele a defrontar Marine Le Pen na segunda volta, não apenas a eleição de Le Pen ficará quase impossível (por muito que a faceta social-conservadora de Fillon desagrade à esquerda «progressista», ele constituirá sempre um mal menor) como, qualquer que seja o vencedor, ficam garantidas mudanças fundamentais na política francesa – e, por arrasto, na europeia. É sabido que uma vitória de Le Pen conduziria a França para fora do euro e da UE, provocando o colapso desta. Mas uma vitória de Fillon garantirá uma alteração fundamental no balanço de forças entre os países que defendem e aplicam reformas estruturais e os países que, na prática, se lhe opõem. Fillon defende cortes no Estado e uma economia baseada na iniciativa privada e nas exportações. Num país como França, não é líquido que consiga fazer tudo o que pretende. No mínimo, enfrentará enorme contestação dos grupos que se alimentam do Estado. Mas terá o peso da estagnação francesa a seu favor (muita gente sabe que algo tem de ser feito) e uma legitimidade dupla: a conferida pela eleições e a decorrente da clareza, verdadeiramente admirável, com que tem exposto as suas ideias. Ora uma França reformista (honestamente, parece um oxímoro) estará muito mais alinhada com a Alemanha e tornará a União Europeia muito menos condescendente para com países que preferem ir arrastando os pés. Convinha que estes se preparassem – para qualquer dos cenários.


publicado por José António Abreu às 12:39
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Domingo, 27 de Novembro de 2016
As coisas pequeninas são sempre tão giras: 17

Blogue_macro8_2016.jpg



publicado por José António Abreu às 18:29
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